Educação de qualidade só com trabalho decente

Por Roberto Franklin de Leão*

Quando as pesquisas nacionais mostram que mais de 58 mil adolescentes brasileiros com 14 anos, não sabem ler e escrever, essa realidade mostra que a educação tem que ser prioridade no país. Quando os números identificam que cerca de 29 mil jovens são analfabetos, mesmo freqüentando a escola, nossa luta pela implementação do piso salarial nacional profissional (PSPN) se faz ainda mais legítima.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) defende a educação como direito por isso se mobiliza pela implantação do piso, que vai beneficiar professores, alunos e suas famílias, uma vez que proporcionará melhores índices de desenvolvimento, com distribuição de renda e valorização dos trabalhadores e, em conseqüência, uma educação de qualidade.

No momento em que a educação está na pauta do dia, precisamos mostrar para a sociedade que é injusta a tentativa de desqualificar o piso salarial nacional e que ele não pode ser ameaçado por governadores que alegam não ter como implementá-lo.

O PSPN representa um passo importante para a categoria e para a melhoria da qualidade do ensino em nosso país. Nossas crianças precisam de educação de qualidade e isso só será possível quando o ensino público tiver profissionais bem remunerados e satisfeitos, trabalhando em escolas bem aparelhadas.

Por isso, no dia último dia 10 de outubro, os educadores de todo País participaram da Jornada Mundial pelo Trabalho Decente promovida pela Central Única dos Trabalhadores (CUT).

Descontentes com a profissão, insatisfeitos com os baixos salários e com as jornadas estafantes de trabalho, consideram as salas de aulas ruins e admitem, infelizmente, que os alunos são os maiores prejudicados. Ir às ruas por um trabalho decente é também é nossa luta. 

* Roberto Franklin de Leão é presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).

Fonte: Diap
Publicado em 20/10/2008