Antígona e o governo Lula
Por Odair Rodrigues *
Cinco eleições diretas, sete presidentes empossados e 26 anos após o fim do golpe de 1964 e ainda se teme enfrentar os criminosos do regime? Em nome de quê? De uma estabilidade política que já não é construída nas salas do SNI?
A peça Antígona, de Sófocles (496 - 406a.c.), tem como tema central a defesa de leis que devem ser invioláveis por qualquer ser humano ou Estado.
A obra inicia-se com o relato da morte simultânea das personagens Etéocles e Polinices, irmãos de Antígona, que combateram entre si às portas da cidade Estado de Tebas. Creonte, rei de Tebas, decreta honras fúnebres a Etéocles e proíbe o sepultamento Polinices, porque este voltou contra o tirano ao aliar-se aos inimigos da cidade Estado de Argos.
Antígona, ao saber da proibição, desafia o decreto real e realiza os rituais do funeral de Polinices. Capturada, defende a justiça como um valor acima de governantes e do Estado para argumentar sobre o direito de enterrar dignamente seus mortos.
As tradições de nossa cultura, sejam elas originadas na Grécia, África, ou nos ensinamentos dos povos que sobreviveram ao genocídio da colonização, sempre prezaram o enterro digno dos mortos.
Toda vez que esse princípio humanitário não foi respeitado, as consequências para o povo foram as mais terríveis porque somente uma tirania consegue suplantar um direito inalienável até mesmo aos carrascos.
Na tragédia de Sófocles, Antígona levanta sua voz contra o silenciamento opressivo de Creonte – O povo fala. Por mais os tiranos apreciem um povo mudo, o povo fala. Aos sussurros, a medo, na semi-escuridão, mas fala – No Brasil muitas foram as Antígonas que elevaram sua voz contra a ditadura de 1964/1984, e tiveram o mesmo destino da personagem ao serem condenadas à morte física ou pelo silêncio.
Enterrar os mortos, não o passado
Enterrar os mortos da ditadura militar compreende localizar os corpos, saber como foram eliminados e por quem. Isso extrapola o direito das famílias. É um direito da coletividade que não pode viver sob a ameaça constante de um estado tirânico que suspende as garantias de vida, de defesa e sepultamento dos cidadãos.
Nossa tragédia se repete todos os dias nas delegacias, nos presídios, na cidade e no campo. A impunidade aos assassinos e torturadores que comandaram um dos períodos mais execráveis da história nacional, naturalizou a tortura, o sequestro, a queima de arquivo perpetrada todos os dias por organizações criminosas e paramilitares atuantes no país.
Argentina, Chile, Uruguai e Peru condenaram seus carrascos. Por que não aqui? Por quanto tempo vamos temer uma “reação” dos militares? Por quanto tempo ficarão os assassinos livres e os corpos insepultos? Por quanto tempo canalhas, como os de uma determinada folha diária, nos dirão que ouve uma ditabranda?
Não podemos enterrar o passado como querem fazer os mesquitas, os frias, os civitas, os marinhos, jobins, tucanos e demos. Seria como aguardar, passivamente, outra ditadura com todas sua truculência e desrespeito aos vivos e mortos.
Em nome de quê?
Cinco eleições diretas, sete presidentes empossados e 26 anos após o fim do golpe de 1964 e ainda se teme enfrentar os criminosos do regime? Em nome de quê? De uma estabilidade política que já não é construída nas salas do SNI?
O governo Lula já se mostrou ousado na economia, no protagonismo do Brasil no exterior, na defesa da autonomia dos países da Ámerica Latina e precisa ter a coragem de aplicar a justiça aos que a negaram ao povo brasileiro. Coragem que não se confunde com a humilhação imposta pelo seu antecessor às Forças Armadas ao reduzir seu seus recursos e diminuindo seu papel como instituição de defesa do território nacional.
Coragem para que possamos enterrar os mortos, contar a história de sangue, solidariedade e luta da qual o presidente e muitos de seu governo participaram.
Esse papel histórico não será concretizado no governo Lula se continuar deixando que o ministro Nelson Jobim nos arraste para a tragédia contínua da impunidade dos terroristas de Estado. Até que façamos justiça, nossa voz também se manisfesta pela fala de Antígona, dos mortos e torturados do Araguaia, do DOPS, DEOPS, dos transportados pelos carros da Folha de São Paulo, dos corpos do cemitério clandestino de Perus...
* É professor de língua e literatura no Estado do Paraná, web cronista, poeta, e militante da Unegro. Autor do blog Ruminemos
Fonte: Vermelho
" & vbCrLf 'Response.Write strReferringPage & "
" & vbCrLf ' Read in and set the initial values of our message parameters strFromName = Trim(Request.Form("txtFromName")) strFromEmail = Trim(Request.Form("txtFromEmail")) strToEmail = Trim(Request.Form("txtToEmail")) strSubject = "www.contee.org.br" strBody = Trim(Request.Form("txtMessage")) ' I set the body message to a message that referenced the page the ' user arrived from. This makes it great if you place a link to it ' from your different articles, but can be weird if people link in ' from other web sites. If strBody = "" Then If strReferringPage = "" Or InStr(1, strReferringPage, "www.contee.org.br", 1) = 0 Then strBody = "" strBody = strBody & "O link abaixo é uma sugestão de leitura: Antígona e o governo Lula" & vbCrLf strBody = strBody & vbCrLf strBody = strBody & "http://www.contee.org.br/noticias/artigos/art434.asp" & vbCrLf Else strBody = "O link abaixo é uma sugestão de leitura: Antígona e o governo Lula" sstrBody = strBody & "O link abaixo é uma sugestão de leitura: Antígona e o governo Lula" & vbCrLf strBody = strBody & vbCrLf strBody = strBody & "http://www.contee.org.br/noticias/artigos/art434.asp" & vbCrLf End If End If ' Quick validation just to make sure our parameters are somewhat valid bValidInput = True bValidInput = bValidInput And strFromName <> "" bValidInput = bValidInput And IsValidEmail(strFromEmail) bValidInput = bValidInput And IsValidEmail(strToEmail) ' If valid send email and show thanks, o/w show form If bValidInput Then ' Set up our email object and send the message Set objCDONTS = Server.CreateObject("CDONTS.NewMail") objCDONTS.From = strFromName & " <" & strFromEmail & ">" objCDONTS.To = strToEmail objCDONTS.Subject = strSubject objCDONTS.Body = strBody objCDONTS.Send Set objCDONTS = Nothing ' Show our thank you message ShowThanksMsg Else If "http://" & Request.ServerVariables("HTTP_HOST") & strThisPage = strReferringPage Then Response.Write "Foi encontrado erro no preenchimento. Por favor confira os dados:" & "
" & vbCrLf End If ' Show our information retrieval form ShowReferralForm strThisPage, strFromName, strFromEmail, strToEmail, strBody End If ' End of page logic... subs and functions follow! %> <% ' Subroutines and Functions that encapsulate some functionality ' and make the above code easier to write... and read. ' A quick email syntax checker. It's not perfect, ' but it's quick and easy and will catch most of ' the bad addresses than people type in. Function IsValidEmail(strEmail) Dim bIsValid bIsValid = True If Len(strEmail) < 5 Then bIsValid = False Else If Instr(1, strEmail, " ") <> 0 Then bIsValid = False Else If InStr(1, strEmail, "@", 1) < 2 Then bIsValid = False Else If InStrRev(strEmail, ".") < InStr(1, strEmail, "@", 1) + 2 Then bIsValid = False End If End If End If End If IsValidEmail = bIsValid End Function ' I made this a function just to get it out of the ' logic and make it easier to read. It just shows the ' form that asks for the input Sub ShowReferralForm(strPageName, strFromName, strFromEmail, strToEmail, strBody) ' I use script_name so users can rename this script witout having to change the code. %> <% '
The Message to be sent:
'Subject: < %= strSubject % >
'Body: < %= strBody % >
End Sub ' This just shows our thank you message... probably didn't need to ' be a function, but since I made the form one I figured I'd do this ' for consistency. Sub ShowThanksMsg() %>Sua mensagem foi enviada com sucesso. <% End Sub %>