CONTEE lança Campanha “Educação não é Mercadoria” em Porto Alegre/RS

Aconteceu nesta segunda-feira (22/10) o lançamento da Campanha “Educação não é Mercadoria” da CONTEE, no Plenário Otávio Rocha da Câmara Municipal de Porto Alegre/ RS. O ato contou com a presença de vereadores e da presidente da Casa, Maria Celeste. Uma realização da Confederação Nacional dos Trabalhadores em  Estabelecimentos de Ensino (Contee), a Campanha foi lançada nacionalmente em abril, no Rio de Janeiro, com objetivo de denunciar o processo de mercantilização e desnacionalização da educação superior e exigir do governo federal medidas concretas para regulamentar a educação privada e barrar a ingerência do capital estrangeiro no campo da educação no País.


A presidente da Câmara, Maria Celeste, a vereadora Sofia Cavedon, o Deputado Estadual Raul Pont, a Coordenadora Geral da CONTEE, Madalena Guasco, o Secretário de Assuntos Educacionais da CONTEE, José Thadeu Almeida, o Coordenador da regional Sul da CONTEE, Amarildo Pedro Cenci e demais organizadores.

O lançamento contou com o apoio da vereadora Sofia Cavedon (PT), além do Sindicato dos Professores do RS (Sinpro/RS), da Câmara Municipal de Porto Alegre, da Federação dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino do Estado do Rio Grande do Sul (Fetee-Sul), do Cpers-Sindicato, da Associação dos Trabalhadores em Educação de Porto Alegre (Atempa), do Sindicato dos Trabalhadores em Administração Escolar do RS (Sintae) e CUT.

Durante o lançamento, foi realizado um debate sobre o tema com a presença da Coordenadora Geral da CONTEE, Madalena Guasco Peixoto, do Secretário de Assuntos Educacionais da CONTEE, José Thadeu Almeida, de Vera Peroni, Doutora em Educação e professora da Ufrgs, e da vereadora Sofia Cavedon(vice-presidente da Comissão de Educação da CMPA).

Professora Madalena defendeu que, diante da intensificação das ações do capital internacional, é urgente que o governo tome medidas que impeçam a venda das instituições de Educação Superior ao capital estrangeiro. 

Para Sofia a educação está empobrecida, com o Ensino Publico sendo instrumento do sistema capitalista de reprodução de valores de mercado, como competição, individualismo e naturalização da exclusão, ao trabalhar com oportunidades iguais aos diferentes. Alertou ainda que há um desmonte, cada vez maior, da escola publica no RS, com pauperização de pessoal e material, reduções de contratos, fechamento de bibliotecas, carência de apoio pedagógico, projetos e oficinas. A vereadora propôs a retomada do Fórum Estadual em Defesa da Escola Pública, para que a comunidade possa refletir, participar e se mobilizar por uma escola melhor.

Para Vera Peroni, o processo de mercantilização é mais visível no ensino superior, ao qual poucos ainda têm acesso. “Há ações de universidades rendendo como mercadoria na bolsa, em detrimento da qualidade. É preciso expandir a universidade pública”.

O evento marcou também a abertura da exposição de obras de arte produzidas por trabalhadores da área de ensino sobre o tema “Educação não é mercadoria”. A exposição poderá ser visitada até dia 31 de outubro, de segunda a quinta-feira, das 9h às 18h, e sexta-feira, das 9h às 16 h, na Avenida Cultural Clébio Sória – localizada no andar térreo da Câmara Municipal (Avenida Loureiro da Silva, 255).

Com informações da Câmara Municipal de Porto Alegre e agências
Publicado em 26/10/2007