<%@LANGUAGE="VBSCRIPT" CODEPAGE="1252"%> Encontro internacional debateu questões de gênero entre entidades sindicais de educação dos países do ConeSul
 
           

Encontro internacional debateu questões de gênero entre entidades sindicais de educação dos países do ConeSul

Dirigentes das principais entidades do movimento sindical ligado à educação dos países do chamado ConeSul, entre eles: Argentina, Brasil, Chile, Uruguai e Paraguai, estiveram reunidas, entre os dias 13 e 15 de agosto de 2008, em Buenos Aires, na Argentina, para a 2ª Reunião sub-regional do ConeSul da Rede de Trabalhadoras da Educação da América Latina – organizada pela Internacional da Educação (IE).


A reunião deu continuidade aos trabalhos do grupo com o objetivo de afinar os mecanismos de coordenação e comunicação, além de aprofundar a importância global das questões de gênero nas discussões das temáticas sindicais, fortalecendo também as entidades e suas bases. A CONTEE foi representada pela Secretária de Gênero e Etnia da entidade, professora Rita Fraga Zambon. O Brasil contou ainda com a participação de representantes da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação), Maria Inez Camargos e Fátima da Silva.

Durante a atividade foram apresentadas as principais lutas da mulher em diferentes países da América Latina e também as informações mais relevantes sobre as condições de educação nesta região. A realidade chilena foi exposta por representantes do Departamento da Mulher Professora, do Colégio de Professores do Chile, cuja missão é desenvolver ações, traçar estratégias e propor planos que permitam a igualdade de oportunidades para as mulheres professoras em todas as áreas.



A professora Rita fez uma exposição que resgatou o histórico político do Brasil, especialmente após o fim da ditadura militar, e traçou um perfil do Governo Lula, frente os desafios, avanços e pontos a serem desenvolvidos e aperfeiçoados.

“Lula tem surpreendido todos os setores da sociedade e apesar das dificuldades tem 70% de aprovação popular. As políticas públicas têm avançado e a Secretaria de Políticas para Mulheres deixou de ser apenas consultiva e assumiu agora caráter deliberativo. Entretanto, temos um parlamento muito reacionário, por exemplo, no que diz respeito à discussão sobre as questões do aborto”. Rita ressaltou ainda que é preciso avançar em relação à aplicação e ao cumprimento da Lei Maria da Penha e destacou a importância da luta da sociedade pela manutenção e expansão dos direitos da mulher.


As representantes da CTERA (Confederação dos Trabalhadores em Educação da República Argentina), que sediou a atividade, fizeram uma exposição sobre a conjuntura política nos países do ConeSul e falaram também a mulheres no mercado de trabalho e sua participação sindical, que apesar dos avanços conquistados ainda reproduz a desigualdade de gênero que existe em todas as instâncias sociais.

Foi apresentado ainda um levantamento interessante sobre os mecanismos legais de igualdade nos países da região, além de aspectos dos direitos civis e políticos das mulheres, violência, trabalho e segurança social, saúde, família e educação.

Da Redação
Publicado em 24/09/2008