<%@LANGUAGE="VBSCRIPT" CODEPAGE="1252"%> A luta dos professores em Guiné-Bissau
 
           

A luta dos professores em Guiné-Bissau

Em sua primeira edição, a Revista CONTEÚDO, nova publicação da CONTEE, trouxe uma reportagem sobre a situação enfrentada por professores, sindicalistas e demais trabalhadores em Educação no combate à epidemia da AIDS nos países africanos de língua portuguesa. Veja aqui a matéria publicada na edição de agosto de 2008. Além disso, os companheiros africanos têm enfrentado também o desafio das condições precárias de trabalho e luta.

Essas informações foram relatadas por membros da direção executiva da CONTEE que participaram da Conferência Extraordinária da CPLP-SE (Comunidade de Países de Língua Portuguesa – Sindical de Educação), realizada em maio de 2008, em Lisboa/Portugal.



Para aprofundar ainda mais a discussão sobre este tema, o Portal da CONTEE traz com exclusividade uma entrevista com o presidente do Sindicato Nacional dos Professores (SINAPROF) de Guiné-Bissau, Vença Mendes, na qual o dirigente fala sobre os problemas e desafios locais que se colocam ao movimento sindical e social no País.

Qual a realidade enfrentada pelos países africanos membros da CPLP em relação ao HIV/SIDA? E em Guiné-Bissau, especialmente?
A realidade da HIV/SIDA na África é muito preocupante, devido aos padrões culturais de cada povo. Quanto ao meu país, Guiné-Bissau, este flagelo existe em menor escala Nacional, graças à constantes campanhas  de sensibilização. A nossa organização sindical já fez isso em 2006.

Qual o impacto da problemática do HIV/ SIDA nos sistemas educativos? O que precisa ser feito para modificar esta realidade?
O impacto em nosso sistema educativo é pouco notório. Mas seria útil se tivéssemos meios financeiros para continuar a sensibilização nos meios escolares. Seria necessário introduzir no currículo escolar matérias sobre HIV/SIDA.

Como as entidades sindicais membros da CPLP-SE podem contribuir?
Podem contribuir na procura de meios financeiros ao nível da CPLP-SE. No sentido de promover seminários de sensibilização em cada país, através dos seus sindicatos Nacionais que compõem a CPLP-SE.

Como o seu Sindicato está estruturado atualmente?
O meu sindicato tem as seguintes estruturas: direção Nacional, conselho Nacional e congresso, conselho Fiscal, delegacias regionais setoriais e bases sindicais escolares. Mas as dificuldades são enormes, especialmente em relação à questão de ordem financeira. Aqui os sócios não têm cultura de pagar quota e temos salários miseráveis, que não são pagos adequadamente. Sem contar as questões políticas dos sucessivos governos do país.

 Quais as principais dificuldades enfrentadas para atuação da entidade?
As entidades encontram dificuldades, pois o nosso ensino não tem nenhuma legislação - a começar pela Lei de base de ensino, carreira docente, plano setorial de educação, Lei de ensino superior e da produção cientifica e etc. Os executivos até hoje não conseguem assegurar o pagamento dos salários de uma forma regular. O país não tem infra-estrutura escolar para oferecer um bom processo de ensino e aprendizagem, faltam meios de ensino em todos os níveis. E a cada ano temos menos dias letivos.

O senhor considera importante a troca de experiência e de informações entre os países da CPLP-SE? Por quê?
Eu considero e importante a troca das experiências e de informação no quadro sindical. Só assim é que podemos conhecer as situações de ensino de cada país e nos solidarizarmos uns aos outros. Por isso, espero  que a CPLP-SE esteja sempre em permanente contacto em prol  do nosso espaço.

Da Redação
Publicado em 02/10/2008