CONTEE marca presença na 10ª edição do FSM

A décima edição do Fórum Social Mundial, realizada em Porto Alegre e entorno, entre os dias 25 e 28 de janeiro, reuniu milhares de pessoas para debater os rumos do desenvolvimento do Brasil. Entre os temas de destaque do FSM, é possível destacar a priorização de investimentos dos recursos do Pré-Sal na educação. A CONTEE marcou presença na atividade e reafirmou seu apoio a essa luta.


Prestigiaram as atividades, marchas e debates do FSM: Cristina Castro, Secretária Geral da CONTEE; Maria Clotilde Lemos Petta, Secretária de Comunicação Social; José Roberto Torres Machado, Secretário de Finanças; Amarildo Cenci e Olmir Paludo, membros da diretoria plena da entidade.

Durante as atividades do FSM, a CONTEE distribuiu um kit de materiais da Campanha “Educação Não é Mercadoria” e ainda participou da mesa: “O Pré-Sal e o financiamento da Educação no Brasil”, organizada pelas entidades estudantis.

O debate contou ainda com a participação de representantes de nove entidades e lotou a tenda da Paz. Entre eles, João Moraes, da Federação Única dos Petroleiros (FUP); Raul Bergaman, da Associação dos Engenheiros da Petrobrás (Aepet); Igor Felippe dos Santos, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST); Hugo Valadares, presidente da Associação Nacional dos Pós-Graduandos (ANPG); Rodrigo da Luz de Jesus e Henrique Porto Lusa, coordenadores gerais da recem-fundada União Estadual dos Estudantes do Rio Grande do Sul (UEE-RS); Jorge Abraão, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea); o presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), Yann Evanovick; e o presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Augusto Chagas.

Para os representantes do MST, Aepet e FUP é mais importante para o movimento social estabelecer uma bandeira unitária em defesa do desenvolvimento sustentável a partir das verbas do pré-sal do que definir a bandeira de uma parte específica das demandas sociais, no caso, educação. Igor, do MST, entretanto, ponderou que a lógica está correta no sentido de garantir que as verbas do pré-sal "não virem um segundo orçamento da União a ser disputado", ou seja, defendeu que é preciso unificar uma posição dos movimentos sociais e reivindicar que a destinação das verbas sejam definidas antes mesmo delas se concretizarem, para que se garantam políticas de Estado com as mesmas.

Igor também alertou para a importância de segurar o máximo de verbas com a União, contra uma tendência a distribuição da verba entre os estados da federação. Desta forma, facilita-se a pressão pela distribuição das mesmas de acordo com os interesses nacionais e demandas sociais. Por fim, defendeu o investimento de parte das verbas advindas da exploração do petróleo na camada pré-sal em energia de fontes renováveis e clamou os movimentos a tomarem as ruas em defesa de uma justa distribuição das verbas do pré-sal.


Já o representante do Ipea, Jorge Abraão, apresentou dados que expõem a situação de precariedade da educação brasileira, sendo o mais expressivo deles o número de analfabetos: 14 milhões. Jorge, assim como Cristina Castro da Contee e os diversos representantes das entidades estudantis, defendeu a bandeira de 50% das verbas do pré-sal para a educação.

O presidente da UNE, Augusto Chagas, reforçou a convocação de Igor, dizendo "não há conquistas importantes como esta que não venham da luta do povo", e traçou um quadro da educação no país para justificar a bandeira dos estudantes, chamando os demais movimentos à unidade e alegando que não se trata de umna campanha corporativista, à medida que entende a importância de defender também uma nova lei do petróleo, o fortalecimento da Petrobrás e a retomada do seu controle acionário pelo Estado. Para Augusto, "essa riqueza tem que ser carimbada pelos interesses nacionais e deve ser repartida entre a maioria da população", conforme defendeu Igor, do MST.


Soberania
Na mesma linha de defesa da soberania, o presidente da ANPG, Hugo Valadares, afirmou que "o Brasil é extirpado das suas riquezas desde 1500"e citou vários processos, chrgando inclusive a denunciar a privatização da Companhia Vale do Rio Doce como um deles.  

Hugo e Augusto fizeram questão ainda de falar sobre o clima polarizado de 2010 e o papel dos estudantes na disputa de projetos que se dará durante o processo eleitoral. Augusto terminou sua intervenção convocando o conjunto dos movimentos a participantes da assembleia dos movimentos do FSM que será na sexta-feira (29/1), às 10h, na Usina do Gasômetro. Segundo Augusto, após o Fórum, o compromisso dos estudantes é construir uma grande jornada de lutas em março e mobilizar em conjunto com os demais movimentos sociais para a Assembleia Nacional dos Movimentos Sociais, que será no dia 31 de maio em São Paulo.

A importância das discussões do FSM para 2010

Na avaliação da Secretária de Comunicação Social da CONTEE, Maria Clotilde Lemos Petta, é preciso destacar a presença significativa nesta edição do FSM da representação de todas as centrais sindicais, com suas bancadas. E o reforço constante, durante os debates da atividade, da necessidade de se manter a unidade da esquerda brasileira neste momento decisivo, em especial com as Eleições presidenciais que se aproximam.


“Houve certo consenso entre os diferentes representantes dos movimentos sociais de que o que está em jogo é um projeto de desenvolvimento para o Brasil nestas Eleições, e predominou a posição de que o Governo Lula avançou nas relações com os movimentos sociais e que não podemos permitir nenhum retrocesso neste sentido”, analisou Clotilde.

A questão da utilização dos recursos da exploração da camada Pré-sal também foi apontada como um importante destaque do FSM. “Não dá pra discutir o futuro do Brasil sem tratar do Pré-Sal – fator que vai afetar até mesmo a geopolítica”, afirmou a Secretária.

Fonte: da redação com informações do Vermelho

 

ENVIE A MATÉRIA:

Seu nome:
Seu e-mail:
Para: