Dirigentes da CONTEE prestigiam 10º Congresso da FENPROF
A CONTEE prestigiou a realização do 10º Congresso da Federação Nacional de Professores de Portugal, que aconteceu na cidade de Montemor-o-Novo, cerca de 100 km de Lisboa, nos dias 23 e 24 de abril. A atividade teve como tema: Dar valor aos professores, e reuniu mais de 800 delegados – sendo 59% mulheres, 13,9% delegados e delegadas sindicais, 36,6% dirigentes dos vários sindicatos e 50,5% sem cargo sindical, eleitos/as pelos seus núcleos sindicais de base.
Representaram a Confederação na atividade a Secretária Geral da entidade, Cristina Castro; a Secretária de Formação e Políticas Sociais, Rita Fraga Zambon; e o Secretário de Organização e Políticas Sindicais, Fábio Zambon. A delegação brasileira contou ainda com o presidente da CNTE, Roberto Leão.

Representantes da CONTEE: Fábio Zambon, Rita Fraga e Cristina Castro,
e o presidente da CNTE, Roberto Leão.
O 10º Congresso da FENPROF aprovou um Plano de Ação que orientará a ação dos professores e educadores e a intervenção e organização da FENPROF nos próximos três anos. Neste, ficam três orientações estratégicas centrais: valorizar a escola pública, construir o sucesso educativo e organizar a luta, agindo no quadro da especificidade da profissão, mas integrando, cada vez mais, no âmbito mais geral dos trabalhadores.

Delegação estrangeira que prestigiou o 10º Congresso da FENPROF.
Foi aprovado ainda um segundo documento para a ação mais imediata – uma Resolução sobre ação Reivindicativa – no qual sobressai a prioridade estratégica da luta por uma profissão estável, combatendo a precariedade e afirmando a necessidade estratégica da vinculação dos professores. Neste âmbito mais específico, a FENPROF lembra, como muito importantes, a avaliação dos professores, a formação contínua, a gestão democrática (como elemento central do desenvolvimento de uma escola pública de qualidade), mas também o financiamento do ensino superior, o ensino profissional, o ensino particular e cooperativo, a educação pré-escolar, a valorização do 1.º ciclo do ensino básico e a necessidade de se dar uma atenção muito especial ao desenvolvimento do ensino secundário e a capacidade de este dar respostas positivas para se atingir o efetivo cumprimento de um prometido alargamento da escolaridade obrigatória.
Para além destes dois documentos orientadores a longo e a curto-médio prazo, foram apresentadas ao Congresso e aprovadas diversas moções exteriores à ordem de trabalhos. Mario Nogueira foi reeleito presidente da entidade.

Membros da delegação brasileira com o presidente reeleito
da FENPROF, Mario Nogueira.
Realizaram-se também dezenas de intervenções, definindo o que entendem os núcleos sindicais e os professores em geral locais, sobre o que deve ser a orientação político-sindical da FENPROF, enriquecendo os documentos propostos e apresentando, livremente, as suas propostas em alternativa.
Com o fim do seu 10.º Congresso, a FENPROF diz “orgulhar-se de ser uma organização forte, que sai ainda mais coesa e com ainda maior capacidade de intervir e se organizar. É isto que assusta os que não hesitam, em cada momento em que vêem esta enorme força a crescer e a revitalizar-se, em atacar a FENPROF inventando, por vezes, fragilidades inexistentes”.
Da redação, com informações da FENPROF