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CONTEE participa de Seminário de Políticas Públicas para a Educação da Andifes
A Associação Nacional dos Dirigentes de Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) realizou, nos dias 11 e 12 de dezembro, o III Seminário Anual de Políticas Públicas para a Educação, na Hotel Nacional, em Brasília. O evento reuniu os ministros da Educação, Fernando Haddad, e da Ciência e Tecnologia, Sérgio Resende; os ex-ministros da Educação, Murílio Hingel e Paulo Renato de Souza, parlamentares; dirigentes, ex-dirigentes e pró-reitores de Instituições Federais de Ensino Superior (IFES) e as principais entidades ligadas à educação brasileira.
Com o tema “Carência de professores na Educação Básica”, o encontro procurou apresentar um diagnóstico da realidade atual e sugerir propostas para a melhoria da qualidade da educação brasileira.
De acordo com o relatório “Escassez de professores no ensino médio: soluções estruturais e emergenciais”, publicado em maio deste ano pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), um número cada vez menor de jovens segue a carreira do magistério. Para suprir a carência de professores no ensino médio, o País precisaria de cerca de 235 mil docentes, particularmente nas disciplinas de física, química, matemática e biologia. Mas esse número é difícil de alcançar. Para se ter idéia, em 2001, formaram-se pela Universidade de São Paulo (USP), a maior universidade brasileira, apenas 172 professores para lecionar nessas quatro disciplinas.

Representando a CONTEE, a Secretária Geral da entidade, Cristina de Castro, participou de uma mesa presidida pelo reitor Alan Barbiero (2º vice-presidente da Andifes e reitor da Universidade Federal do Tocantins), juntamente com o Professor Raimundo Feitosa (UNDIME - União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação), Iguatemy Martins de Lucena (Coordenadora do Programa de Educação Tutorial - MEC / SESu / PET) e Antonio Ibañez Ruiz (Conselho Nacional de Educação - MEC / CNE).
Cristina apresentou durante o debate um documento preparado pela ANFOPE - Associação Nacional pela Formação dos Profissionais da Educação – e apoiado pela CONTEE, chamado: “Uma política de formação, profissionalização e valorização do magistério” - Veja aqui. O material faz uma análise detalhada da questão do magistério no Brasil e aborda a necessidade da aplicação de uma política de profissionalização e valorização do educador, fundada em novos referenciais para a formação inicial e continuada dos professores, na possibilidade de construção de uma nova pedagogia nos processos educativos.
Segundo Cristina ressaltou “são as condições do trabalho que afastam do magistério amplas parcelas da juventude. Mas há problemas também em relação à exigência de formação, apenas de nível médio, para professores que vão lecionar nos primeiros anos do ensino fundamental. Precisamos de profissionais mais bem preparados para essa função tão importante. Por isso, é essencial que os jovens que desejam ser professores possam cursar o ensino superior e ter garantia da continuidade de seus estudos, mantendo-se sempre atualizados e aperfeiçoando o seu conhecimento”.
Além disso, disse Castro, é extremamente importante que o Governo regulamente a oferta de ensino superior nas Instituições privadas, uma vez que a maioria dos estudantes universitários está matriculada nesses estabelecimentos. “Sabemos que há muitos professores se formando, neste exato momento, em Instituições de Ensino que não oferecem a qualidade necessária para um bom aprendizado e que só estão interessadas em aumentar sua lucratividade”, disse Cristina.

A dirigente também apresentou a Campanha da CONTEE, Educação Não é Mercadoria, falando aos presentes sobre a importância desta luta e abordando também a grave questão da desnacionalização da Educação superior, que afeta de maneira contundente a graduação dos professores, que serão justamente os responsáveis, futuramente, pela formação de nossas crianças e jovens. “Não podemos permitir que os professores brasileiros sejam formados em Instituições de Ensino controladas pelo capital internacional, que não têm compromisso com o desenvolvimento do País, com a soberania nacional e a cultura do Brasil”.
Em muitos aspectos, as questões apresentadas pela representante da CONTEE foram incorporadas também nas falas dos reitores presentes, que também manifestaram preocupação com a deficitária formação dos professores e com a desnacionalização da Educação superior no País.
Com informações de agências
Da redação
Publicado em 14/12/2007 |
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