CONTEE prestigia Reunião da Rede de Trabalhadoras da Educação no Chile

Mulheres de diversos países da América Latina estiveram reunidas nos dias 6, 7 e 8 de dezembro, em Santiago/Chile, para participar da Reunião Subregional do Cone Sul da Rede de Trabalhadoras da Educação da América Latina. A região da América Latina conhecida como Cone Sul pertence ao território da Argentina (incluindo as Ilhas Malvinas), Chile, Paraguai, Uruguai e todos os estados ao Sul do Brasil (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo). Durante a atividade foram debatidos diversos temas relacionados à luta de gênero e a educação.



O evento é promovido pela Internacional da Educação (IE), que representa mais de 29 milhões de docentes e trabalhadores e trabalhadoras da educação em todos os níveis, desde a pré- escola até a educação superior, em todo o mundo. A entidade conta com 348 organizações afiliadas em 166 países e territórios.

Na América Latina, a IE tem 32 organizações afiliadas em 18 países. O Brasil é representado na IE pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). A IE criou a Rede de Mulheres Trabalhadoras da Educação da América Latina atendendo a necessidade de abordar processos que prolongassem a discussão da questão relacionada à igualdade de oportunidades para o setor.

De todas as regiões da IE, América Latina é a mais homogênea lingüisticamente. Da mesma forma, os  problemas que afetam ao setor educativo nos diferentes países da região têm características similares, como as freqüentes violações aos direitos humanos e sindicais, a discriminação em função de gênero ou orientação sexual e a situação de exclusão educativa a que estão submetidos os povos indígenas.



Convidada a acompanhar o evento, a Secretária de Questões de Gênero e Etnia da CONTEE, professora Rita Fraga, representou a entidade e conheceu as principais demandas e lutas apresentadas pelas participantes.

Segundo Rita, a atividade foi muito enriquecedora e deixou clara a importância da troca de experiência entre os países latino-americanos. “Durante os debates, pudemos perceber as dificuldades que ainda temos que superar e descobrir que o Brasil pode contribuir para as lutas nos países visinhos. Nosso País é um dos mais avançados em termos de conquistas. E mesmo assim temos muito ainda pelo que lutar. No que diz respeito à saúde da mulher, há países, como o Chile, em que a pílula do dia seguinte não é sequer liberada. Foi uma lição de vida”, concluiu Rita.



Durante a reunião foi apresentado um balanço dos esforços das trabalhadoras pela inclusão com participação ativa das mulheres nas organizações sindicais de educação da região.  Além das discussões temáticas” Transformação Social e Perspectivas de Gênero”, “Conciliação da vida pública e privada: um desafio para a participação das mulheres” e “Gênero e Etnia: um desafio de inclusão sindical e profissional”.

A reunião deixou como compromisso a continuidade do trabalho em busca da igualdade de oportunidades com perspectiva de gênero, o compromisso de aperfeiçoar as formas de comunicação entre a Rede de Trabalhadoras da Educação da América Latina para possibilitar um intercâmbio de informações e experiências entre as organizações sindicais de Educação.

Da Redação
Publicado em 18/12/2007