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CONTEE apóia Jornada de Lutas da UNE
A União Nacional dos Estudantes realizou, nesta quinta-feira, dia 24/01, no auditório Teotônio Vilela na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, o lançamento da sua Jornada de Lutas em defesa da Educação, que será realizada entre os dias 24 e 28 de março de 2008. A atividade marcou também a abertura da primeira reunião de diretoria plena da entidade estudantil deste ano.
Representantes das mais diversas entidades ligadas à Educação prestigiaram o evento e garantiram apoio à Jornada. A CONTEE foi representada pela Secretária de Comunicação da entidade, Maria Clotilde Lemos Petta, que compôs a mesa de debate juntamente com Antonio Carlos Spis, representando a CUT e a CMS; Soninha, da Marcha Mundial de Mulheres; Paulo Rizzo, presidente do Andes; Vera Miranda, da Fasubra Sindical; Roberto Leão, presidente da CNTE; Nivaldo Santana, vice-presidente da CTB; Edson França, da Unegro; Ismael Cardoso, presidente da UBES; Rosina Conceição, da UBM; e Bartíria Perpétua Lima da Costa, da CONAM.
A presidente da UNE, Lucia Stumpf, iniciou o encontro ressaltando da importância do apoio e da união das entidades de Educação em torno da defesa de mais verbas para o setor e por um ensino público gratuito, de qualidade e para todos. Lucia lembrou ainda que a Jornada da UNE, que percorra todos os Estados do Brasil, promovendo passeatas e debates, também homenageará os 40 de morte do estudante Edson Luis, assassinado durante uma manifestação contra o fechamento do restaurante estudantil Calabouço, no Rio de Janeiro, em 1968.
A Secretária de Comunicação da CONTEE iniciou sua fala afirmando que a Confederação fez questão de prestigiar a atividade da UNE por considerar que o ano de 2008 será de grandes desafios para os rumos da educação no País e, por isso, acredita ser fundamental a unificação das entidades em torno das mais importantes bandeiras de defesa da Educação. Clotilde lembrou que, tanto a rede pública, quanto a privada de ensino, enfrenta grandes dificuldades, especialmente no que diz respeito à desvalorização do profissional de educação.
Disse ainda que “o acelerado processo de desnacionalização da Educação, em curso hoje no Brasil, é ainda mais preocupante. Devemos nos perguntar qual o modelo de Instituição de ensino está sendo implementado no País, em conseqüência disso. E nós já sabemos. É o modelo da banalização da educação superior, do ensino de péssima qualidade, da venda de diplomas. As Instituições brasileiras estão sendo vendidas e se tornando tão mercantilizadas que têm até ações na Bolsa de Valores. E quem compra as nossas escolas e universidades não são outras Instituições de ensino. São investidores internacionais, que só estão interessados em lucro fácil”, disse Clotilde. Por fim, parabenizou a UNE pela iniciativa e agradeceu o apoio da entidade estudantil à Campanha Educação Não É Mecadoria.
Entre os principais pontos ressaltados durante o debate: a necessidade da unificação dos movimentos sociais ligados à educação, em torno de bandeiras histórias e fundamentais para transformar a realidade brasileira e fazer da educação o principal instrumento de mudança de nossa sociedade.
O recém eleito presidente da CNTE – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação –, Roberto Leão, destacou o manifesto redigido e assinado pelas principais entidades ligadas à Educação e entregue ao Presidente Lula, exigindo a manutenção das verdas para o setor no orçamento de 2008. Veja aqui. E lembrou ainda que a entidade representativa dos trabalhadores do setor público fará uma campanha, também em Março, pelo Piso Nacional para os docentes. Leão disse ainda que a CNTE compartilha da concepção de que a Educação é um bem público e um dever do Estado e que, quando desenvolvida pela iniciativa privada, deve ser considerada uma concessão de serviço público, e que, portanto, necessita ser submetida à regulamentação do Estado brasileiro.
Finalizando, o presidentes da UBES, Ismael Cardoso, também afirmou aos convidados e estudantes presentes que é preciso haver uma luta unificada por uma reforma geral da educação como forma de mudar o País. Segundo ele, a mobilização nas ruas é fundamental para que essas iniciativas ganhem força. “Precisamos politizar nossas mobilizações, fazer debates, manifestações e jornadas de luta para denunciar essa direita safada e ainda tão poderosa que existe no Brasil”, disse Ismael.

Vídeo da Campanha Educação Não É Mercadoria
Os estudantes fizeram algumas intervenções e comentários e, em seguida, foi exibido o vídeo da segunda fase da Campanha “Educação Não É Mercadoria” Veja aqui. Muito aplaudido e elogiado, o material sintetizou indiretamente um dos pontos de maior preocupação destacados durante toda a atividade. Após a exibição do vídeo, a secretária de Comunicação da CONTEE convidou os presentes a visitarem o Portal da entidade e conhecerem melhor a Campanha contra a mercantilização e a desnacionalização da educação, seus desafios e principais lutas para impedir a venda das nossas Instituições de ensino para o capital internacional.
Da Redação
Publicado em 24/01/2008 |
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