Diretora da CONTEE é agredida e presa em Montes Claros (MG)

Uma manifestação de estudantes pela implementação do meio-passe na cidade de Montes Claros (MG) foi brutalmente repreendida pela força policial local. Houve espancamentos e prisões e a diretora da Secretaria de Assuntos Educacionais da CONTEE, Celina Áreas, está entre as vítimas da ação violenta e desmedida da polícia.

Celina, que é também diretora do Sindicato dos Professores de Minas Gerais e enfrenta resistências nas negociações da Campanha Salarial na Região, contou que durante a manifestação houve confronto com a polícia: “fui agredida e empurrada escada abaixo”, relatou, por telefone, da prisão.


CRÉDITO: Daniele Moraes

Entenda a luta
Desde 2005, os estudantes recebem promessas do prefeito da cidade, Athos Avelino, em relação à implementação do meio-passe nas lotações municipais. A partir de março deste ano os estudantes iniciaram as reivindicações, que já reuniram mais de três mil pessoas. Um encontro entre o prefeito, a comissão estudantil e representantes da empresa que gerencia o transito na cidade chegou a ser marcado, mas depois cancelado. Em todo o Estado de Minas, somente no município de Montes Claros ainda não foi implantado o direito. Com exceção de Belo Horizonte, onde a medida será oficializada em meados deste ano.
Cansados das promessas e da indiferença do prefeito frente às reivindicações, os estudantes programaram a manifestação para a manhã desta quinta-feira, 24/04. Entretanto, não encontraram diálogo e, sim, a truculência da polícia e a inflexibilidade do poder público.

CONTEE repudia ação policial
A CONTEE repudia a ação policial, ressalta seu compromisso com a expressão e o direito democrático de manifestação e se solidariza com a dirigente sindical. “Esta luta é legítima e nunca deixamos de manifestar nosso apoio, como sindicalistas, a esta reivindicação, que vem sendo negada sem nenhuma justificativa pelo prefeito”, diz Celina Áreas.


CREDITO: O Norte

Dificuldades também na Campanha Salarial 2008
na Região Norte de Minas

As dificuldades enfrentadas durante a Campanha Salarial na região têm sinalizado aos professores que mais do que lutar por salários dignos e melhores condições de trabalho, a categoria está consciente de que é preciso enfrentar a mercantilização da educação na região, que causa danos às relações de trabalho e à qualidade do ensino.

Segundo o Sinpro Minas, diante da intransigência do Sinepe/Norte, a decisão da ultima assembléia, realizada no dia 10/04, foi entrar em estado de greve. Nova assembléia, com indicativo de paralisação, está prevista para o dia 25 de abril, às 9 horas, na Sala Geraldo Freire. O Sinpro também solicitou a intermediação do Ministério do Trabalho, uma vez que as negociações com o sindicato patronal caminham para o impasse.

Ações descabidas também contra professores
Para garantir o aumento dos lucros, muitas escolas buscam métodos medievais para pressionar os professores. No Indyu, por exemplo, os professores foram coagidos pela polícia, acionada pela instituição para tentar intimidar os dirigentes do Sinpro Minas.

Com informações de agências
Publicado em 24/04/2008