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MEC descarta fraude em distribuição de livros
O Ministério da Educação (MEC) divulgou nesta quinta-feira, dia 6, as conclusões de uma auditoria feita no sistema de escolha de livros didáticos em 189 escolas públicas de ensino fundamental e médio. Em novembro, a Associação Brasileira de Editores de Livros (Abrelivros) alegou ao MEC que não havia sido respeitada a escolha dos professores nessas escolas pelos Programas: Nacional do Livro Didático (PNLD) e Nacional do Livro Didático para o Ensino Médio (PNLEM).
A Abrelivros suspeitava que a distorção teria beneficiado a Editora Moderna. A auditoria do MEC, no entanto, negou os indícios de fraude. Segundo o MEC, dos 189 casos verificados, 97 escolas não efetivaram a escolha dos livros didáticos. No caso do PNLD, isso é feito a partir de preenchimento de formulário impresso encaminhado às escolas ou pela internet. Essas escolas receberam, então, os livros mais escolhidos por disciplina em cada município, conforme previa o edital.
“Cumprimos exatamente o que estava previsto no edital. Esses livros, que acabaram sendo distribuídos, são de várias editoras, e não apenas da Editora Moderna”, observou o auditor-chefe do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Gil Loja. "Em muitos casos, houve problemas de interpretação e preenchimento dos formulários".
Nos outros 92 casos verificados, o MEC informou que as escolas receberam os livros solicitados. Loja afirmou ainda que as 189 escolas públicas analisadas estão distribuídas por todo o país, sem se concentrarem em uma determinada região ou estado.
Fonte: G1.com
Publicado em 07/12/2007
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