IE avalia trabalho do EPT/AIDS nas escolas
O trabalho desenvolvido pela CNTE e os sindicatos afiliados na luta contra as DST/ AIDS foi avaliado pela Internacional de Educação. A instituição esteve na cidade de São Paulo entre os dias 22 e 24 de junho. Ao todo sete países espalhados pela América Latina, África e Ásia serão avaliados pela IE. O Brasil é o segundo a ser visitado.
A avaliação foi feita a partir do programa EPT-AIDS e elaborada por amostragem regional. Representantes de cada uma das regiões foram chamados para mostrar como vêm desenvolvendo ações junto a sindicatos, professores e alunos. “Desde 2007 desenvolvemos ações de prevenção e saúde nas escolas. Nesse evento, a Internacional da Educação está fazendo uma avaliação do trabalho da CNTE e das suas afiliadas, temos 31 pessoas passando por esse processo” explica a secretária de relações internacionais da CNTE e coordenadora do projeto, Fátima Silva.
Além dos representantes dos sindicatos, pais e alunos foram chamados para compartilhar as experiências que tiveram com o projeto e passar as suas impressões sobre o que tem sido feito. Eles também representam diferentes regiões e realidades. Para Ronam Mendes da Silva, pai de aluno, as atividades desenvolvidas no Mato Grosso, estado onde mora, a participação da família é importante para fortalecer o combate às DST/AIDS. “Quanto mais gente da família participar, mais cresce o trabalho. Estou me sentindo mais útil. Trocando ideias, acompanhando esse trabalho ficamos mais atentos” conta.
Lucas Nascimento, de 19 anos, veio do Maranhão para participar do evento. Junto a outros jovens e professores ele leva oficinas e rodas de conversas para as escolas do estado. No evento, ele pode conhecer o trabalho de outros cinco alunos selecionados. “A troca de experiências é importante: ver o que os outros estão fazendo de bom lá para tentar fazer no meu estado e vice-versa” explica o estudante.
O representante do departamento de solidariedade de desenvolvimento da IE em Bruxelas, Yann Galister, conta que a avaliação foi elaborada para ouvir os progressos e dificuldades encontradas pelos participantes. “É importante para a IE avaliar, melhorar e celebrar tudo que foi feito” conta. “É importante reconhecer que são três anos de projeto e que avançamos muito” complementa Galister. Para Fátima Silva, a avaliação é também a chance de pensar novas ações. “Ela serve para duas coisas: primeiro para parar um pouco, analisar o que fizemos, e segundo para orientar o futuro”.
Fonte: CNTE