Formação profissional deve estimular a inovação

Na última quinta-feira, 12 de agosto, durante o debate Educação Profissional e Inovação, realizado pelo CDES na CNI em Brasília, o diretor técnico do DIEESE, Clemente Ganz Lúcio, que integra o CDES alertou que a formação profissional precisa estar atenta à inovação e aos avanços tecnológicos.


A formação profissional precisa estar atenta à inovação e aos avanços tecnológicos. O alerta foi feito pelo diretor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e estudo Socioeconomico (Dieese), Clemente Ganz Lúcio, que também é integrante do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) da Presidência da República “Precisamos formar tecnólogos e pesquisadores que vão desenvolver novas tecnologias. Também precisamos formar pessoas que vão trabalhar na ponta, fazendo as máquinas operarem”, disse Ganz, nesta quinta-feira, 12 de agosto, durante o debate Educação Profissional e Inovação, realizado pelo CDES na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI) em Brasilia.

Ganz destacou que o desafio do Brasil é criar uma política de formação profissional para deixar de ser um país exportador de produtos primários. “O alcance de uma política industrial vigorosa depende da capacidade de crescimento da produtividade, da ciência e da tecnologia para que as pessoas sejam capazes de realizar as inovações necessárias para agregar valor aos produtos”, destacou.

Durante o encontro, o empresário Antoninho Trevisam, outro integrante do CDES, acrescentou que a formação básica de qualidade é fundamental para o desenvolvimento da formação profissional. O diretor de Políticas em Educação Profissional e Tecnologia do Ministério da Educação e Cultura (MEC), Luiz Caldas, apontou as dificuldades enfrentadas pela falta de mão de obra qualificada. “Muitos estudantes saem dos cursos e não conseguem trabalhar em equipe, não conseguem escrever um texto e não conseguem aprender uma nova realidade”, ressaltou.

Segundo ele, a educação profissional depende de políticas públicas que promovam o acesso ao ensino superior, à expansão da rede pública de educação profissional e à qualificação de professores.

Participaram do encontro empresários, representantes dos Ministérios de Ciência e Tecnologia e da Educação além de diretores de associações setoriais. O debate, promovido pelo Observatório da Equidade da CDES apóia a formulação de políticas públicas e ações que promovam igualdade na sociedade. O observatório identifica os fatores relacionados às desigualdades no ensino e constrói propostas para ampliar o nível de escolaridade e melhorar o desempenho do sistema educacional.

Fonte: Da redação com informação do CDES

 

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