Para Campanha: melhoras no nível médio é a melhor forma para democratização do acesso às universidades
A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (ANDIFES) apresentou um estudo com o perfil dos estudantes das universidades federais do Brasil. Entre alguns dos dados, que foram divulgados nesta semana, mais de 66% dos estudantes ainda são das classes A e B. As classes C, D e E correspondem a 44% do total. Menos de 10% são negros, 45% saíram de escolas públicas e mais da metade usa o transporte coletivo para ir ao campus.
Em outro ponto da pesquisa é possível identificar que, apesar de o número de estudantes das classes mais baixas C, D e E ter aumentado, percentualmente a diferença ainda é muito pequena. Em 2004, eram mais 42% e hoje são 43%. O maior aumento foi no percentual da classe C.
Para falar sobre o acesso às universidades públicas, o coordenador geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara:
CBN: Com base nos números da ANDIFES, o que nós podemos destacar do ponto de vista do acesso das populações mais carentes à universidade pública?
Daniel Cara: O primeiro aspecto é a necessidade de melhoria do ensino médio. Existe uma questão estrutural que o Brasil precisa superar rapidamente, que é a baixa qualidade na educação básica como um todo. Mas, em relação ao acesso ao ensino superior, baseado na Lei de Diretrizes e Bases (LDB) é preciso que o ensino médio seja um ensino de maior qualidade e mais atrativo para os jovens. E o segundo aspecto é que é preciso melhorar radicalmente as política de auxílio estudantil aos estudantes das classes C, D e E.
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Fonte: CBN