CNTE elege nova diretoria

Conselho Fiscal para a gestão 2008/2011. A eleição aconteceu durante o encerramento do 30° Congresso Nacional da CNTE, neste domingo, 20/01, em Brasília. A chapa vencedora foi “Luta e Compromisso”, eleita por 81% delegados, do total de 1.890 aptos a votar. Conheça os integrantes da nova diretoria.

Para o novo presidente da CNTE, Roberto Franklin Leão, a CNTE continuará defendendo as bandeiras por uma educação pública de qualidade e os interesses de sua base de 2,5 milhões de trabalhadores em educação. “A criação do Piso Salarial Nacional Profissional é a nossa prioridade. Em março, convocaremos os nossos filiados para uma ampla mobilização nacional para pressionar o Congresso Nacional a agilizar a tramitação do projeto de lei”, afirmou.

Sobre os acontecimentos que envolveram a visita do ministro da Educação, Fernando Haddad, no sábado (19/01), Leão informou que foi aprovada uma moção de repúdio ao tumulto desencadeado por uma minoria isolada de delegados no Congresso. Após o incidente, na continuidade dos trabalhos, a ampla maioria de delegados, indignada com a falta de civilidade, não mais permitiu que o grupo radical se manifestasse, dando as costas e vaiando os líderes do protesto contra Haddad. “Esse grupo não possui legitimidade na base e representatividade na CNTE, seu radicalismo não contribui para o fortalecimento do ensino público. O momento é de união, a nossa luta tem que ser forte – com mobilizações nas ruas, articulações políticas, corpo a corpo – mas sem tumultos e com de respeito”, enfatiza Leão.

O novo presidente considera que o 30º Congresso Nacional foi positivo e democrático. “Temos certeza de que a Confederação sai fortalecida com os membros da Diretoria Executiva e do Conselho Fiscal que acabam de assumir”. O primeiro compromisso da nova diretoria é uma audiência com o Ministro da Educação, nesta segunda-feira, 21/01, às 11 horas, para tratar do programa da sociedade civil na representação nos cargos no Conselho Nacional de Educação.

Compromissos para o futuro
A CNTE aprovou as suas diretrizes na área de educação para os próximos três anos. Quanto ao Financiamento, pretende lutar pelo aumento do percentual do PIB em educação para 10%, de acordo com o PNE da Sociedade Brasileira; pela derrubada do veto ao PNE e por novas fontes de recursos.

Em relação à valorização profissional, a formação inicial e continuada, o piso salarial profissional nacional, a jornada compatível, a carreira e as condições de trabalho devem ser tratadas em conjunto para melhorar as condições de vida e de trabalho dos/as educadores/as e a qualidade da educação.

Outro ponto destacado é a gestão democrática. A CNTE se propõe a efetivar essa dinâmica em todos os espaços deliberativos, desde a Conferência e do Fórum Nacional de Educação, à colaboração dos Conselhos de Educação (nacional, estaduais e municipais) na organização, execução e avaliação da política educacional; na consolidação da autonomia dos conselhos escolares e na efetivação da eleição de diretores. A participação da comunidade é ponto fundamental para o desempenho escolar, e deve ser sempre motivada.

Quanto à avaliação, a entidade concorda que é importante estabelecer mecanismos de aferição sobre o aprendizado do aluno e de seu próprio trabalho. No entanto, não admite que a responsabilidade de todo um sistema recaia somente na escola. É preciso considerar o universo das políticas públicas, a efetiva aplicação dos recursos e o comprometimento dos gestores.

Terceirização:
para a CNTE o funcionário da escola se integra à escola no processo educativo. É contra a terceirização desses profissionais e defende a ampliação dos cursos de profissionalização para os Funcionários e a aprovação imediata dos projetos de lei 6.206/05 e 1.592/03, que regulamentam a profissão e estabelecem o plano de carreira, respectivamente.

Políticas pedagógicas:
o sistema educacional do país carece de inovações, sobretudo na área pedagógica. A CNTE defende a revisão das grades curriculares dos cursos de formação e os estágios probatórios, bem como o investimento em novas tecnologias e formas de interação. A implementação da lei 10.639/03 e as regulamentações das disciplinas de sociologia e filosofia, além do ensino fundamental de 9 anos, são consideradas essenciais.

Fonte: CNTE
Publicado em 21/01/2008