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O futuro dentro da sala de aula
Uso de tecnologia no ensino pode servir como estímulo ao aprendizado e desenvolvimento dos jovens
No lugar do quadro negro e do giz, um grande monitor conectado a um computador, em que o professor pode acessar páginas da internet, escrever, desenhar e ainda gravar as aulas e arquivá-las. Tudo isso é possível com a lousa digital, tecnologia que já é usada em diversas instituições de ensino. Além de tornar as aulas mais atrativas, a moderna lousa também facilita a vida dos alunos, que não precisam copiar o conteúdo das aulas, porque podem acessar os arquivos e consultá-los na hora de estudar.
Apesar das facilidades que esse tipo de tecnologia proporciona, a diretora do Colégio Rio Branco, Esther de Carvalho, pondera. "Se for usada para uma aula tipicamente expositiva e tradicional, será jogar dinheiro fora", defende. O colégio, além da lousa digital, tem aulas extracurriculares de robótica, programas para alunos desenvolverem trabalhos de sonoplastia e áudio e aulas de história e geografia, por exemplo, com o uso da informática. "O estudante envolve-se mais, adquire competências importantes e surgem novos desafios", diz Esther.
Wandemberg Barbosa Filho, de 15 anos, estudante do Colégio Rio Branco, conta que era o pior aluno da aula de informática de sua turma. Tanto que ninguém queria fazer os trabalhos da disciplina com ele. No entanto, ele mesmo se surpreendeu. Se envolveu tanto que acabou entregando o melhor trabalho da classe. "A proposta era desenhar e associar música e desenho no computador, refletindo sobre a música. Acabei sendo o destaque da turma", conta, animado.
Para o coordenador do núcleo de Comunicação da USP, Ismar de Oliveira Soares, adotar tecnologia na educação é um princípio que não se questiona. O problema é o modo como isso vai ser feito. "A tecnologia é vista como um recurso a mais para o adulto, mas hoje em dia já faz parte do cotidiano da criança e do adolescente", diz Soares. Ele defende a educomunicação - a aproximação entre o ensino e a tecnologia numa perspectiva política, em que a criança decida juntamente com o professor como usá-la.
Motivação
A aula tradicional é muito chata para os alunos de hoje, a tecnologia faz parte da realidade deles e motiva o aluno e o ajuda a aprender, defende o diretor do Centro de Pesquisa de Tecnologia Unip-Objetivo, Almir Brandão. "Hoje a realidade virtual é usada tanto para crianças pequenas, de 5 a 6 anos, quanto na faculdade. Só depende do enfoque dado", ressalta.
O professor de matemática do Colégio Etapa, Pablo Ganassin, conta que no ano passado foi desenvolvido um curso extracurricular de robótica no ensino fundamental, em que os alunos aprenderam por meio dos modelos como aplicar os princípios da física e da mecânica. "Recebemos três vezes mais inscrições do que esperávamos. E os alunos cobram continuação do curso neste ano".
Fonte: O Estado de São Paulo
Publicado em 22/01/2008 |
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