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Universidade não é para quem quer, diz procurador
Responsável pela suspensão do sistema de cotas na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o procurador da República Davy Lincoln Rocha afirmou, em entrevista ao jornal Estado de S. Paulo, ser contra a reserva de vagas para negros e pobres porque estimula o ódio racial e coloca pessoas despreparadas na universidade.
"A universidade não é lugar para quem quer, mas para quem tem intelecto para freqüentá-la. E a capacidade intelectual não está na raça ou na condição social", disse. Segundo ele, as cotas deveriam ser substituídas por bolsas pagas pelo Estado para estudantes que têm aptidão e não têm recursos. "Do jeito que estão, as reservas condenam cotistas ao vexame na faculdade".
Para ele, as injustiças histórias devem ser pagas "por toda a sociedade e não pelos 30% excluídos (no caso da UFSC) do processo seletivo para a universidade". Rocha diz ainda que o sistema de cotas não está previsto na legislação e que a Constituição prevê a igualdade de direitos.
Rocha diz também ser contra a universidade pública por considerá-la elitista. "O ideal é que o ensino fundamental seja público, de boa qualidade, e a universidade seja privada, com bolsas de estudo para alunos carentes", afirmou ao jornal. "Isso socializaria a compensação", acrescentou.
Fonte: Terra
Publicado em 28/01/2008 |
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