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Especialistas vão avaliar cursos de Medicina
O Ministério da Educação (MEC) tem buscado regulamentar e fiscalizar os cursos de Ensino Superior existentes no País a partir de uma atuação conjunta com especialistas de cada setor. O novo modelo é baseado em uma interlocução com entidades de classe e com a comunidade científica.
Depois de montar parcerias nas áreas de Direito e de Pedagogia, o foco agora se volta aos cursos de Medicina. Para dar andamento ao processo, o titular do MEC, Fernando Haddad, esteve reunido em Brasília com o professor Adib Jatene, ex-ministro da Saúde, nesta segunda-feira.
Em maio, serão divulgados os resultados do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) na área de Medicina - será o segundo da série histórica que considerará as avaliações anteriores. Com base nestes resultados, serão tomadas as providências necessárias para a adequação dos cursos que obtiverem baixos conceitos dentro dos critérios de qualidade exigidos pelo MEC.
"O julgamento das propostas de reestruturação de cursos, o eventual contingenciamento do número de vagas e, no limite, a não-renovação de reconhecimento dos cursos devem ter critérios bem estabelecidos, transparentes e legitimados pela comunidade científica", explicou Haddad.
Jatene lembrou que em 1986 havia 82 cursos de Medicina no Brasil. Atualmente, o número mais do que dobrou - são 167. "Nenhum país do mundo conseguiria criar a infra-estrutura e o corpo docente necessários para atender a mais de 80 novos cursos de Medicina em um prazo tão curto", disse.
Segundo ele, o crescimento do número de faculdades deve ser acompanhado de perto. Só assim será possível garantir a formação adequada dos novos médicos. "Não podemos permitir que pessoas mal formadas entrem em exercício profissional", afirmou.
Com relação aos cursos de Direito, cuja avaliação mobilizou o MEC e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o presidente nacional da entidade, Cezar Britto, lembrou que 89 faculdades foram notificadas para que apresentassem um plano de melhoria da qualidade. "Recebemos resposta de 29 delas, o que resultou na redução de sete mil vagas. As outras poderão sofrer suspensão do vestibular ou até mesmo o encerramento do curso", comentou.
Fonte: Jornal do Comércio/ RS
Publicado em 13/02/2008 |
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