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Comunicação sindical é tema de Seminário da CNTE
No movimento sindical, utilizar os meios de comunicação de maneira correta e tirar proveito do que cada um tem para oferecer é um desafio constante e diário. A CNTE dedicou, dentro do seu Programa de Formação, um espaço exclusivo para o debate sobre a Teoria e Prática da Comunicação Sindical durante o II Seminário Nacional de Formação realizado nesta terça-feira em Brasília. Para isso, trouxe o ex-metalúrgico, ex-diretor sindical da CUT e Coordenador do Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC), Vito Giannotti.
O Curso de Formação é dividido em cinco fascículos e a comunicação é o segundo deles. De acordo com Vito, é preciso, primeiro compreender a forma como a comunicação acontece na cultura brasileira. “A nossa cultura é visual. Falar é uma coisa, mostrar é outra”, disse. Ele explicou que a comunicação sindical é um mosaico feito de mil pedras. “Uma só não tem sentido, mas mil delas colocadas juntas dá um super efeito”, disse.
Vito Giannotti explicou que é preciso fugir dos modelos prontos de comunicação sindical por meio de jornal. “Quando a gente pergunta a um dirigente sindical, qual é a comunicação que ele está fazendo, a resposta é: temos um jornal”. Segundo ele, o jornal é sem dúvida um grande instrumento de comunicação, “mas hoje é insuficiente para se fazer uma boa comunicação ”, esclareceu.
Para o secretário de formação da CNTE, Gilmar Soares Ferreira, o II Seminário Nacional de Formação, tem – nessa etapa de discussão – o eixo voltado para a formação de dirigentes sindicais. “Há questões fundamentais que o dirigente sindical precisa saber e é necessário que o diretor saiba utilizar as várias formas de comunicação que dispõe”, disse.
É preciso falar de forma clara para que todos entendam a mensagem que se quer transmitir. Vito Giannotti explicou que a comunicação sindical precisa transpor a barreira de determinadas palavras que não significam nada para o povo em geral. “Conjuntura, por exemplo. O que quer dizer conjuntura?”, indagou. De acordo com ele, a comunicação tem que ser feita de forma que não seja tão básica que um doutor despreze nem tão rebuscada que o povo não compreenda. “E nunca use frases longas. Vinte palavras no máximo”, deu o ultimato.
Fonte: CNTE
Publicado em 06/03/2008 |
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