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"Salário de professor só aumenta em ano eleitoral", diz ministro
O ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira que professor brasileiro "ganha mal mesmo" e que o salário "só aumenta em ano eleitoral". "É inadmissível que em um país como o Brasil, 50% dos professores ganhem menos que o piso em tramitação no Congresso Nacional, que é de apenas R$ 950. Estamos lutando para aprovar uma lei que fixa esse piso, e metade ganha menos que isso."
Para melhorar a remuneração, o ministro apontou a criação de um sistema nacional de formação de professores. "Se você fizer um censo e perguntar quantos [professores da rede pública] são formados nas universidades publicas, vai encontrar menos de 15%. Nós temos que aumentar o percentual de professores formados em boas escolas."
O ministro afirmou, porém, que o aumento salarial é uma maneira de atrair o jovem talentoso para o magistério. "Sobretudo em municípios longínquos". O ministro participa na tarde desta terça-feira de sabatina da Folha, no Teatro Folha (shopping Pátio Higienópolis, av. Higienópolis, 618, São Paulo). Ele responde a perguntas da platéia e de quatro jornalistas da Folha: a secretária de Redação Suzana Singer, o colunista Gilberto Dimenstein e os repórteres Antônio Gois (sucursal do Rio) e Vera Magalhães ("Painel").
Incentivos - Haddad criticou a concessão de bônus para professores. Para ele, a medida só faz sentido quando inserida em um pacote de melhorias e, do contrário, "tem vida curta". "Tem vida longa quando se discute em termos de plano de carreira." O ministro ressaltou que indicadores não refletem um impacto importante no pagamento de bônus por desempenho e classificou os bônus como "uma novidade". "Não sou contra as inovações, só recomendo cuidado com as expectativas que isso gera."
No último dia 13, o governo anunciou que implementará um bônus a docentes e funcionários das escolas e faculdades técnicas com base no desempenho dos seus alunos. A premiação irá considerar a evolução dos indicadores de cada escola ano a ano. Para fazer essa avaliação, o governou chamou a Fundação Getúlio Vargas para elaborar um projeto de avaliação aos alunos do ensino técnico (só nas Etecs, são 82 cursos diferentes, que vão de eletrônica a produção de açúcar e álcool).
Fonte: Folha Online
Publicado em 27/03/2008 |
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