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UNE quer regulamentação das instituições particulares
Baseados no tema "Educação de verdade: mais verbas e qualidade", a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) deram início, na última segunda-feira, dia 24, a jornada de lutas 2008.
Na próxima sexta-feira, dia 28, é a vez do Rio de Janeiro receber ambas as entidades numa passeata pela cidade. O objetivo das manifestações é reivindicar mais verbas para a educação, financiamento para as instituições públicas e a regulamentação do setor privado. "Esses encontros vão ocorrer em todas as 27 capitais do país. Precisamos chamar a atenção da sociedade para questões fundamentais na educação do Brasil. Queremos mais verbas, investimentos nas universidades federais e uma expansão com qualidade, que democratize o acesso", salienta a presidente da UNE, Lúcia Stumpf.
Segundo ela, a regulamentação do ensino privado será uma das bandeiras levantadas. "Isso tem que ser revisto. Somos contra a entrada do capital externo na educação brasileira. Vamos denunciar as universidades que foram vendidas para grupos estrangeiros. É preciso que se crie uma normatização que impeça esse tipo de manobra", defende.
Na opinião de Lúcia, o país ainda não está vivendo uma revolução no ensino superior. "Sem dúvidas, foram feitos importantes avanços. Porém, muita coisa ainda precisa ser alterada. Hoje, 85% dos estudantes do ensino superior estão matriculados em instituições privadas", lembra a dirigente.
Na última segunda-feira, dia 17, durante o programa de rádio Café com o Presidente, Lula afirmou que os programas governamentais destinados a aumentar o número de universitários no Brasil são responsáveis por uma "pequena revolução" no setor. Ainda segundo ele, o Programa Universidade para Todos (ProUni), o Financiamento Estudantil (Fies) e o Programa de Apoio a Planos de Expansão e Reestruturação das Universidades Federais (Reuni) são as armas utilizadas pelo governo nessa batalha.
De acordo com Lúcia, a expansão no setor público é um processo positivo do governo Lula. Porém, ela critica a falta de atitudes no que diz respeito ao setor particular. "O governo se recusou a olhar esse problema. Pouco se avançou nesse sentido. A cada dia são abertas instituições sem que os alunos tenham garantia de qualidade. Além de expandir as universidade públicas - o que o governo vem fazendo com sucesso - é preciso ter coragem para tocar nesse setor que é tão caro para o país, o setor privado", afirma.
A concentração da passeata no Rio de Janeiro será na praça Edson Luís, no Centro da cidade. Em seguida, os estudantes realizarão um ato em frente ao metrô da Cinelândia. Por fim, a manifestação terminará na sede da entidade na Praia do Flamengo. "Durante o dia, serão inaugurados dois monumentos em homenagem ao estudante Edson Luís, morto há 40 anos na luta contra a ditadura militar", esclarece a dirigente.
Fonte: Folha Dirigida
Publicado em 27/03/2008 |
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