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Memória 68: UNE e Ubes fazem Caravana da Anistia e ato por sede
Em homenagem aos 40 anos do histórico mês de maio de 1968, a UNE e a Ubes promovem, nesta quarta-feira (14), um ato político pela reconstrução da sede das entidades, no restaurante Lamas, no Flamengo. Um dia depois, quinta-feira (15), as entidades recebem, no terreno da Praia do Flamengo, a Caravana da Anistia - ação do Ministério da Justiça, que tem o objetivo de reparar, financeiramente, as vítimas de perseguição política da ditadura militar.
No restaurante Lamas, haverá um ato político de adesão à campanha "Meu apoio é concreto", pela reconstrução das sedes das entidades e de um Centro Cultural. O projeto foi doado às entidades pelo arquiteto Oscar Niemeyer. O ato contará com a presença de autoridades políticas e ex-lideranças estudantis, como o prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias, e Fernando Gusmão, ambos ex-presidentes da UNE, além de artistas do lendário Centro Popular de Cultura da UNE.
Foi no Lamas, em 1994, que o então presidente Itamar Franco devolveu a propriedade do terreno na Praia do Flamengo,132, à UNE e à Ubes. O fato histórico foi comemorado com um encontro entre Itamar e os estudantes, com a presença do então presidente da UNE, Gusmão.
Já no dia 15, a sessão da Caravana da Anistia na Praia do Flamengo, 132, julgará processos de cinco ex-militantes estudantis perseguidos, presos e torturados no período da ditadura militar. Além do julgamento está programado um ato político e atividade cultural em defesa da abertura dos arquivos da ditadura militar.
A abertura da sessão, marcada para as 10 horas, contará com as presenças dos ministros da Justiça, Tarso Genro, e da Saúde, José Gomes Temporão; do presidente da Comissão de Anistia, Paulo Abrão Pires Junior; do presidente da OAB, Cezar Brito; além dos presidentes da UNE, Lúcia Stumpf, da Ubes, Ismael Cardoso, e da União Estadual dos Estudantes do Rio de Janeiro, Daniel Iliescu.
A programação também inclui uma exposição sobre 1968, que ficará aberta ao público durante todo o dia e apresentação cultural do Tá na Rua e Circuito Universitário de Cultura e Arte (Cuca) da UNE. O grupo encenará importantes acontecimentos do movimento estudantil de 1968, no Rio, como a morte do estudante Edson Luis, o discurso de Vladimir Palmeira na passeata dos 100 mil e cenas alusivas à necessidade de abertura dos arquivos da ditadura militar. A já tradicional roda de samba - que acontece aos sábados no terreno - marcará o encerramento das atividades.
A programação no Rio de Janeiro faz parte do projeto Memória 68 - 40 anos Depois, que promoverá uma série de ações que incluem intervenções culturais, debates e atos políticos por todo país. Os eventos contarão com presença de artistas, intelectuais, políticos, lideranças sociais e estudantes.
Fonte: Vermelho
Publicado em 14/05/2008
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