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Avanço da mercantilização: Anhanguera faz aquisições em Belo Horizonte
Com a quinta e a sexta aquisições realizadas neste ano, a Anhanguera Educacional chegou à liderança na região do ABC paulista e também entrará no disputado mercado de Belo Horizonte.
Na sexta-feira, a companhia anunciou a compra da Faenac, em São Caetano do Sul, no ABC, e da Fabrai, na capital mineira. Pela primeira instituição, a Anhanguera pagou R$ 34 milhões, incluindo dívidas num valor não divulgado. Mais R$ 3 milhões serão desembolsados caso a Faenac seja credenciada como centro universitário pelo Ministério da Educação em até três anos. Já a Fabrai foi adquirida por R$ 10,36 milhões, sendo R$ 6,14 milhões em assunção de dívidas.
Com a Faenac, que possui 6 mil alunos, a Anhanguera se tornou líder no ABC, segundo Ricardo Scavazza, vice-presidente de operações e de relações com investidores da empresa. Ao todo, a empresa tem 20 mil alunos na região. "É um mercado com grande potencial, pois tem o público que a Anhanguera busca: adultos que trabalham durante o dia e estudam à noite", diz Scavazza.
Em Belo Horizonte, a Anhanguera também enxerga potencial para se expandir. Segundo a companhia, a capital mineira é o terceiro maior mercado de ensino superior, atrás de Rio de Janeiro e São Paulo. São, ao todo, 140 mil estudantes e esse número cresce 10% ano. "É uma taxa melhor do que a do mercado paulistano ou fluminense", disse Scavazza. A Fabrai contabiliza 2 mil estudantes.
Mas a Anhanguera, primeira do setor a vender ações na bolsa de valores, não está sozinha em seu interesse pelo mercado belo-horizontino. Suas concorrentes que também têm capital aberto já fincaram o pé na cidade. A Estácio provê ensino para 6,3 mil pessoas na capital mineira (e mais 3 mil em Juiz de Fora); a SEB tem 2,1 mil alunos nesse mercado e a Kroton não divulgou os números isolados, mas informa que tem 21 mil alunos em cinco campus em Minas Gerais, sendo o maior em Belo Horizonte. O Ibmec, de capital fechado, anunciou recentemente a mudança para um campus maior que abrigará 1 mil estudantes. Outra instituição de peso no mercado é o Centro Universitário Newton Paiva.
"Belo Horizonte era um dos poucos grandes mercados que não estavam saturados e, por causa disso, as mensalidades eram maiores", afirma Ryon Braga, da consultoria especializada Hoper. "Ao longo deste ano, porém, deve ter início uma guerra de preços."
Fonte: Valor Econômico
Publicado em 02/06/2008 |
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