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Estudante da USP assume presidência da ANPG durante 35º CONAP
Com o tema “Absorção de Jovens mestres e doutores no mercado de trabalho”, o 35º Conap (Conselho Nacional de Associações de Pós-Graduandos) da ANPG (Associação Nacional de Pós-Graduandos) aconteceu no último sábado (27), na Unifran, Franca, interior de São Paulo. Estavam presentes 30 pós-graduandos. Dentre eles, 15 delegados representando 14 APGs (associações de pós- graduandos) de várias universidades do país. O então vice-presidente da ANPG, Allan Aroni, assumiu a presidência no encontro que marcou a despedida de Luiza Rangel, até então presidente da entidade.
A Associação Nacional dos Pós Graduandos (ANPG) realizou no último sábado (27) o 35º Conap (Conselho Nacional de Associações de Pós Graduandos) na Universidade de Franca, interior de São Paulo. Quatorze Associações de Pós Graduandos (APG’s) participaram, representadas por 15 delegados, sendo um deles pela ANPG. O evento teve como tema central a absorção de jovens mestres e doutores no mercado de trabalho.
Durante o encontro, a presidente da ANPG, Luiza Rangel, anunciou seu afastamento. O atual vice-presidente da entidade, Allan Aroni, mestrando da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, vai assumir o cargo.
Debates
A mesa de abertura contou com a presença do presidente da APG Unifran e Secretário da ANPG, de Mateus Caetano ; do Vice-presidente da ANPG, Allan Aroni; do representante institucional da ANPG no CTC da CAPES, André Lemos; da Pró-Reitora de pós-graduação da Unicamp e Coordenadora da Região Sudeste do FOPROP, Tereza Dib; e da Reitora da Unifran, Hercídia Facury.
Hercídia ressaltou a importância do 35º Conap acontecer em uma universidade particular e convidou os alunos da instituição a participar se envolverem mais nos debates e nas lutas da ANPG. "Esta é uma grande oportunidade de aproximação", disse.
André Lemos ressaltou o papel da ANPG, que está há mais de 20 anos na luta por melhorias na pós-graduação brasileira, e reforçou a reivindicação da entidade por uma vaga no Conselho do CNPq, que, para ele, seria de extrema importância para que as demandas dos pós-graduandos sejam atendidas com mais rapidez.
Pós-graduação e desenvolvimento nacional
Logo após a abertura, deu-se início ao debate "Desafios da pós-graduação e o desenvolvimento nacional". Participaram os professores Teresa Dib e Alberto Aggio, da Unesp, além dos diretores da ANPG André Lemos, Mateus Caetano e Allan Aroni.
Durante sua colocação, Tereza mostrou alguns dados dos programas de pós-graduação da Unicamp no sentido de comprovar que é possível fazer pós-graduação de alto nível, com notas altas, para formar cada vez melhor os estudantes.
Segundo ela, o Brasil já ampliou a sua produção científica, pois na década de 80 eram produzidas 200 teses por ano e hoje já são 2.100. Ressaltou o papel de destaque das universidades brasileiras como a Usp, Unicamp, UFRJ, PUC, Unesp e UFMG, que estão no ranking internacional das 500 melhores instituições de ensino superior do mundo.
"Crescemos, mas precisamos crescer ainda mais, com qualidade em todas as áreas e com visibilidade internacional, pois enquanto os EUA têm 300 mil publicações anuais, o Brasil tem apenas 10 mil. Aqui de 100 alunos que se formam na graduação, apenas cinco ingressam no mestrado", comparou.
Já o professor Alberto Baggio ressaltou a importância da pós graduação para o desenvolvimento nacional e definiu: "Nosso papel é aliar a pesquisa às necessidades de nosso país".
Mercado de trabalho
A mesa que discutiu o tema do 35º CONAP foi composta por Luiza Rangel; pelo professor doutor Wilson Roberto Cunha, coordenador do Programa de Mestrado e Doutorado em Ciências da UNIFRAN; e pelos diretores da entidade André Lemos, Camila Castanhato e Thiago Matsushita.
Luiza afirmou que, na década de 50, existia a preocupação na qualificação de professores para ministrarem em cursos de mestrados e doutorados nas Universidades Federais, mas que hoje as formas de absorção devem ser mais amplas.
Ela considera um avanço fixar a contratação de 30% de mestres e doutores nas universidades, mas atenta para uma distorção, pois não é indicado o percentual de doutores. Além disso, diz que esse percentual deve crescer ainda mais para garantir mais qualidade de ensino ao país.
Além de abordar questões como a garantia de oportunidades de trabalho docente em Estados fora do atual eixo de produção científica (região sudeste), a abertura de novos concursos para contratação de professores na universidade pública e a não absorção desses profissionais pela indústria, a presidente da ANPG lembrou que as bolsas para mestrado e doutorado é outro fator limitante.
"Apenas um terço dos mestres e doutores recebem bolsas hoje, com valores muito baixos. Se as bolsas atingissem mais pós-graduandos e arcassem realmente com suas despesas, seriam um grande incentivo para a continuidade das pesquisas nas diversas áreas". Luiza disse ainda que é necessário fazer um planejamento e os cursos de pós-graduação devem ser criados aliados ao desenvolvimento estratégico do país.
O Professor Wilson citou alguns pontos que podem ampliar e fortalecer a pesquisa científica no país. Para ele é preciso incentivar a inovação pelas empresas privadas e públicas e também as pequenas empresas de base tecnológica (incubadoras). O professor citou que é importante fomentar o empreendedorismo e projetos de fixação de jovens doutores, além do apoio ao projeto de reforma universitária especificando o número da contratação de mestres e doutores pelas universidades, entre outros pontos.
Plenária Final
Além da aprovação de resoluções propostas pelas APG’s participantes, a plenária também discutiu a última avaliação trienal da CAPES, e aprovou o regimento interno e o estatuto convocando o próximo Congresso da ANPG. Foi informado ainda que a ANPG vai participar do Congresso da Organização Continental Latino Americana e Caribenha de Estudantes (OCLAE) que acontecerá de 12 a 17 de novembro em Quito, Equador.
Fonte: UNE
Publicado em 31/10/2007
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