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Mercantilização: Iuni faz aquisições no MT e quer mais
O grupo Iuni, dono de instituições de ensino superior no Centro Oeste, Nordeste e Norte, fez duas compras na cidade de Rondonópolis (MT), elevando para sete o número de aquisições neste ano. E não pretende parar por aí. Rodrigo Galindo, presidente da companhia, afirma que até o fim de 2008 estão previstos investimentos de mais R$ 42 milhões em compras.
Nos negócios que acabam de ser fechados, o Iuni incorpora a União das Escolas Superiores de Rondonópolis (Unir) e União de Escolas Superiores Sobral Pinto (Uesp), que juntas reúnem 3,2 mil alunos e agregam R$ 13,6 milhões em receita líquida anual. O valor dos negócios não foi divulgado. "Seremos a maior empresa em Rondonópolis, em linha com a estratégia de obter a liderança nas cidades em que operamos", diz Galindo.
Em março e maio deste ano, o Iuni já havia adquirido três instituições em cidades matogrossenses e outras duas na Bahia - na capital Salvador e em Itabuna. Segundo Galindo, todas as compras, incluindo as da Unir e Uesp, saíram por R$ 50 milhões.
"Já há negociações em curso com outras quatro instituições, duas no Norte e duas no Nordeste", conta o executivo. A meta do Iuni é ter 60 mil alunos até o fim deste ano, o que representa um adicional de 21 mil estudantes sobre a base do grupo em dezembro de 2007. Com esse crescimento projetado, a receita líquida subiria 31%, dos R$ 235 milhões obtidos no ano passado para R$ 309 milhões. Conforme ranking da consultoria Hoper, especializada em educação, o Iuni é a maior companhia de ensino superior no Brasil, atrás do grupo de faculdades de João Carlos Di Genio (reúne a marca Unip) e a Estácio Participações.
As companhias de ensino de maior porte têm demonstrado um apetite voraz por aquisições. Entre janeiro e junho, já ocorreram pelo menos 24 delas no setor, uma a menos do que o total registrado em todo o ano de 2007. Atualmente, está em curso uma negociação que poderá ser a maior já registrada no setor. O grupo americano Apollo ofereceu R$ 2,5 bilhões pelas instituições de educação superior controladas por Di Genio e seus mais de 190 mil alunos.
Galindo, da Iuni, afirma que a companhia começa, a partir do segundo semestre, a buscar novas fontes de financiamento para seus projetos. Uma das possibilidades é atrair como sócio um fundo de private equity. "Até hoje, fomos procurados por eles. Agora, nós é que vamos buscá-los", diz. Outra opção é abrir capital e vender ações na bolsa, como já fizeram Anhangüera, Estácio, SEB e Kroton. "Temos estrutura para dar esse passo, mas tudo vai depender das condições do mercado." O executivo lembra que o mercado tem dado preferência para a compra de ações de companhias de grande porte, uma vez que possuem mais liqüidez.
Fonte: Valor Econômico, título do Portal da CONTEE
Publicado em 30/06/2008 |
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