Professores argentinos fazem greve para lembrar assassinato de colega

Dez milhões de estudantes argentinos não tiveram aula no dia 4 de outubro devido à adesão total dos professores primários e secundários a uma paralisação em memória do professor Carlos Fuentealba, assassinado há seis meses durante um protesto na Província de Neuquén.

Em atos em várias cidades do país, os docentes cobraram justiça. O principal deles reuniu milhares de pessoas diante do Congresso, em Buenos Aires. Os manifestantes entregaram à Comissão de Direitos Humanos da Câmara uma carta pedindo punição dos supostos responsáveis pelo crime. 
A viúva do professor assassinado, Sandra Rodríguez, voltou a acusar o governador de Neuquén, Jorge Sobisch, pela morte do marido. Fuentealba foi vítima da repressão policial ao ato do qual participava, ordenada pelo governador. 

Sobisch, candidato à Presidência com 1% das intenções de voto, acusa o presidente Néstor Kirchner de financiar as manifestações contra ele. 
O policial José Dario Poblete, suposto autor do disparo, está preso à espera do julgamento. Os professores, porém, querem que a Justiça investigue a "autoria intelectual" da morte.

Fonte: Folha de S.Paulo
Publicado em 08/10/2007