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Seminário debateu formação e valorização do profissional de educação
A formação e a valorização dos professores foram os temas do “Seminário Nacional sobre Formação, Profissionalização e Carreira dos Trabalhadores da Educação”, realizado em parceria pela CONTEE, CNTE e ANFOPE. A atividade aconteceu nesta segunda-feira, dia 14/07, no Auditório da CNTE, em Brasília/DF.
A principal discussão girou em torno da necessidade da elaboração de diretrizes para criação de um Sistema Nacional de Formação dos Profissionais da Educação e foi prestigiada por representantes da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (CONTEE), da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), da Associação Nacional pela Formação dos Profissionais da Educação (ANFOPE), Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPEd) e do Ministério da Educação (MEC).
Os diretores da CONTEE, Cristina de Castro, Celina Arêas e Francisco Perez Levy acompanharam o Seminário e apresentaram aos demais participantes as necessidades dos trabalhadores que atuam no ensino privado. O posicionamento da CONTEE na atividade foi o de ressaltar a necessidade de que “qualquer proposta ou política a ser elaborada para a valorização e formação do professor precisa considerar as dificuldades e desafios reais enfrentados pelos trabalhadores do setor privado de ensino”, afirmou Celina. Vale lembrar que tal concepção foi referendada na Conferência Nacional de Educação Básica, realizada em abril de 2008, em relação à construção de um sistema nacional articulado de educação.

Imagem: André Oliveira
Para a diretora da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Juçara Dutra Vieira, que coordenou parte dos trabalhos do seminário, "a formação inicial e permanente é um pressuposto para a educação de qualidade". Segundo ela, "existe uma conjuntura favorável para se estabelecer um diálogo elevado e produtivo com a esfera federal para construção de projetos de interesse do governo e da sociedade e o movimento social não pode perder a oportunidade histórica de avançar na formulação de uma política de formação para todos os educadores".
A secretária de Educação Básica do MEC, Maria do Pilar Lacerda Almeida e Silva, declarou que o ministro da Educação, Fernando Haddad, sempre diz que "é tarefa de Estado a formação de professores, só que, infelizmente, nem 10% dos professores do país foram formados em universidades públicas". Segundo Pilar "é preciso levar a universidade para dentro da sala de aula da educação básica, mas é preciso também avaliar com muito rigor os cursos de formação para que a carreira seja valorizada". Um outro ponto destacado por Pilar foi "a necessidade de se formar um profissional de educação capaz de desempenhar os novos papéis atribuídos pela escola pública democrática".
Também presente ao seminário, a representante da CAPES (Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), Helena Freitas, disse que "a discussão da formação de professores tem que ter o caráter universitário pela multiplicidade de conhecimentos que estão ali presentes". Helena Freitas explicou que "sem um sistema articulado de educação não conseguiremos avançar na criação de um sistema nacional de formação de professores. Precisamos investir na formação, uma vez que é grande o número de educadores que não têm curso superior". Segundo ela, hoje tem muito professor de Química dando aula de Física e Matemática, sem habilitação específica, porque existe uma carência de 56 mil professores de Física no país.
Também presente à mesa, o deputado federal Carlos Abicalil (PT/MT) fez um relato de todos os projetos que se encontram no Congresso sobre o tema, destacando o Projeto de Lei nº 1.592, de 2003, de sua autoria, que estabelece os princípios e as diretrizes dos planos de carreira para os profissionais da educação básica pública nas redes de ensino da União, Estados e Municípios.
O presidente da CNTE, Roberto Franklin de Leão, destacou que as propostas debatidas durante o seminário servirão para a elaboração de um documento "que apresente uma visão mais completa, focada na educação pública de qualidade socialmente referenciada, a ser disseminado depois para a base dos profissionais de educação".
Com informações do Portal da CNTE
Publicado em 16/07/2008 |
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