<%@LANGUAGE="VBSCRIPT" CODEPAGE="65001"%> Atriz sente na pele o cotidiano do professor

























 

 






























 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 







Atriz sente na pele o cotidiano do professor

Antes de interpretar a bem-intencionada professora Berê, em "Caminho das Índias", a atriz Silvia Buarque fez uma peregrinação por escolas do Rio de Janeiro. Primeiro, para descobrir o gestual do professor, depois, para sentir um pouco o drama que sua personagem tem de enfrentar: o dia-a-dia da sala de aula, muitas vezes permeado por desrespeito de estudantes e das famílias.

"O que percebi, nas escolas que visitei, é que os professores são uma classe que está engasgada", conta a atriz. Até agora, as cenas mais difíceis de fazer foram as conversas com os pais de Zeca, César (Antonio Calloni) e Ilana (Ana Beatriz Nogueira), que afirmaram à Berê que a remuneração da professora não pagava o tênis do filho. "Fiquei magoada com tudo aquilo. As cenas de humilhação me emprestam mais dor do que o normal", afirmou Silvia em entrevista por telefone realizada na última semana. Confira:

Como foi sua preparação para interpretar a professora Berê?
Silvia Buarque - Fui direto para a sala de aula. Primeiro, pelo básico, para ver a movimentação, entender o quanto o professor fica parado, o quanto anda e fala com os alunos, pegar os truques físicos - como o de uma professora que sentava na mesa. Depois foquei no comportamento do adolescente.

A quais escolas você foi?
Silvia - Fui a três escolas diferentes. A primeira foi a que estudei, o Ceat (Centro Educacional Anísio Teixeira), que é uma escola moderna, superliberal. Lá foi onde assisti a mais aulas. Depois, fui ao Pedro 2°, que é pública e tradicional. Os alunos fazem concurso para entrar. E, por último, fui ao Ciep (Centro Integrado de Educação Pública) da Rocinha, que também foi muito interessante. Lá fiquei em uma aula noturna.

Os alunos não reconheceram você?
Silvia - No Ciep da Rocinha começaram a me reconhecer no final e foi ficando chato. Mas não levei aparato de TV. Então, acho que consegui ver aulas de verdade. Ficava no fundo da sala. Tinha alguns momentos que até sentia algum exibicionismo dos estudantes.

E como foi a conversa com os professores?
Silvia - O que percebi, nas escolas que visitei, é que os professores são uma classe que está engasgada. Eles vinham sempre me perguntar como era o tipo de escola que a novela ia mostrar. E também contavam histórias sobre os salários e sobre violência na classe. Uma professora de geografia me contou que o aluno a tinha ameaçado.

Você já teve retorno dos professores sobre o seu trabalho?
Silvia - Tive um retorno de duas professoras do Ciep, elogiando. Elas foram bem carinhosas. Tenho tido um retorno positivo e o tema está incomodando bastante.

Na sala de aula, você viu alunos como o Zeca (interpretado por Duda Nagle), que causam transtornos?
Silvia - Vi turmas legais, de jovens interessados. Mas também via professor falando e alunos de costas. E isso não acontece só na sala de aula. São valores, princípios. Acho que esta é uma geração sem limites, assoberbada de informação e não são crianças, de modo geral, educadas para respeitar os mais velhos, os mestres. Por outro lado, também li que a escola não se adaptou aos novos tempos. Talvez a escola não esteja conseguindo alcançar esses jovens.

Quais eram as maiores reclamações dos professores que você ouviu?
Silvia - Eles reclamavam muito do celular na sala de aula. Houve gente que me contou ter perdido o controle de berrar muito na sala de aula ou de ter de abandonar a turma.

Você leva para a Berê a sua experiência de aluna?
Silvia - Fui uma aluna até bagunceira, de uma escola experimental. E eu gostava muito de alguns professores. Até escolhi que a Berê desse aula de português por causa de duas professoras que tive.

Você tem visto que pais e professores estão debatendo a novela no blog de Glória Perez?
Silvia - Tenho lido e vi as discussões antes de a novela estrear. Achei que ia ficar magoada com a crítica dos pais. Mas hoje adoro quando leio absurdos. Os pais que defendem o Zeca estão vestindo uma carapuça incrível. A Berê é uma professora bem-intencionada - o que não quer dizer que todos os professores sejam. E o Zeca é um marginal - o que não é o caso de todos os alunos. Não é possível que um pai veja seu filho como o Zeca e ache normal.

Interpretando, você já se sentiu como os professores?
Silvia - Já me peguei em uma situação interessante, de me irritar com os figurantes. Ator se diverte com o que faz, mas uma hora começaram a me sacanear. Então eu perdi a cabeça no meio do ensaio. Os atores estavam alegres e tinha muito texto para eu passar, estava nervosa. Sou uma atriz mais de teatro, me envolvo. Fiquei até culpada, mas em cinco minutos estava tudo bem [risos]. Não é fácil lidar com um grupo de adolescentes.

Você acha que os pais exageram, às vezes?
Silvia - O que acontece é que o pai se aproxima do filho e coloca a criança como espelho. Se fala mal do filho, parece que está falando do próprio pai. Mas é preciso ver os defeitos dos filhos para se aliar com a escola. Por que um pai acha que um adolescente sabe mais do que um cara que se preparou, que estudou para dar aulas?

A personagem vai conseguir se aproximar da turma?
Silvia - Acho que a Berê ainda vai sofrer muito. Tem muita coisa para acontecer. Tenho certeza que o alerta que a Glória [Perez, autora da novela] quer dar não é só sobre a educação. Mas também sobre o personagem Zeca, que já começou de um jeito radical.

O que você espera da escola brasileira?
Silvia - Com certeza, não vou viver para ver a escola ideal nem a sociedade ideal. Cheguei à conclusão de que o pai tem de procurar uma escola com a qual tenha afinidade. Tenho uma filha e quero criá-la para que seja capaz de ficar uma hora ouvindo uma aula. Quero que ela goste da escola dela, eu gostava da minha e não era nada CDF. Mas também procuro uma escola que ouça cada aluno.

Fonte: UOL Educação
Publicado em 19/03/2009






ENVIE A MATÉRIA:

<% Dim objCDONTS ' Email object Dim strFromName ' From persons' real name Dim strFromEmail, strToEmail ' Email addresses Dim strSubject, strBody ' Message Dim strThisPage ' This page's URL Dim strReferringPage ' The referring page's URL Dim bValidInput ' A boolean indicating valid parameters ' Retrieve this page name and referring page name strThisPage = Request.ServerVariables("SCRIPT_NAME") strReferringPage = Request.ServerVariables("HTTP_REFERER") ' Debugging lines: 'Response.Write strThisPage & "
" & vbCrLf 'Response.Write strReferringPage & "
" & vbCrLf ' Read in and set the initial values of our message parameters strFromName = Trim(Request.Form("txtFromName")) strFromEmail = Trim(Request.Form("txtFromEmail")) strToEmail = Trim(Request.Form("txtToEmail")) strSubject = "www.contee.org.br" strBody = Trim(Request.Form("txtMessage")) ' I set the body message to a message that referenced the page the ' user arrived from. This makes it great if you place a link to it ' from your different articles, but can be weird if people link in ' from other web sites. If strBody = "" Then If strReferringPage = "" Or InStr(1, strReferringPage, "www.contee.org.br", 1) = 0 Then strBody = "" strBody = strBody & "O link abaixo é uma sugestão de leitura: Atriz sente na pele o cotidiano do professor" & vbCrLf strBody = strBody & vbCrLf strBody = strBody & "http://www.contee.org.br/noticias/educacao/nedu923.asp" & vbCrLf Else strBody = "O link abaixo é uma sugestão de leitura: Atriz sente na pele o cotidiano do professor" sstrBody = strBody & "O link abaixo é uma sugestão de leitura: Atriz sente na pele o cotidiano do professor" & vbCrLf strBody = strBody & vbCrLf strBody = strBody & "http://www.contee.org.br/noticias/educacao/nedu923.asp" & vbCrLf End If End If ' Quick validation just to make sure our parameters are somewhat valid bValidInput = True bValidInput = bValidInput And strFromName <> "" bValidInput = bValidInput And IsValidEmail(strFromEmail) bValidInput = bValidInput And IsValidEmail(strToEmail) ' If valid send email and show thanks, o/w show form If bValidInput Then ' Set up our email object and send the message Set objCDONTS = Server.CreateObject("CDONTS.NewMail") objCDONTS.From = strFromName & " <" & strFromEmail & ">" objCDONTS.To = strToEmail objCDONTS.Subject = strSubject objCDONTS.Body = strBody objCDONTS.Send Set objCDONTS = Nothing ' Show our thank you message ShowThanksMsg Else If "http://" & Request.ServerVariables("HTTP_HOST") & strThisPage = strReferringPage Then Response.Write "Foi encontrado erro no preenchimento. Por favor confira os dados:" & "
" & vbCrLf End If ' Show our information retrieval form ShowReferralForm strThisPage, strFromName, strFromEmail, strToEmail, strBody End If ' End of page logic... subs and functions follow! %>
<% ' Subroutines and Functions that encapsulate some functionality ' and make the above code easier to write... and read. ' A quick email syntax checker. It's not perfect, ' but it's quick and easy and will catch most of ' the bad addresses than people type in. Function IsValidEmail(strEmail) Dim bIsValid bIsValid = True If Len(strEmail) < 5 Then bIsValid = False Else If Instr(1, strEmail, " ") <> 0 Then bIsValid = False Else If InStr(1, strEmail, "@", 1) < 2 Then bIsValid = False Else If InStrRev(strEmail, ".") < InStr(1, strEmail, "@", 1) + 2 Then bIsValid = False End If End If End If End If IsValidEmail = bIsValid End Function ' I made this a function just to get it out of the ' logic and make it easier to read. It just shows the ' form that asks for the input Sub ShowReferralForm(strPageName, strFromName, strFromEmail, strToEmail, strBody) ' I use script_name so users can rename this script witout having to change the code. %>

Seu nome:
Seu e-mail:
Email a ser enviado:
 

<% '

The Message to be sent:

'

Subject: < %= strSubject % >

'

Body: < %= strBody % >

End Sub ' This just shows our thank you message... probably didn't need to ' be a function, but since I made the form one I figured I'd do this ' for consistency. Sub ShowThanksMsg() %>

Sua mensagem foi enviada com sucesso. <% End Sub %>