Sinpro Campinas divulga manifesto em apoio à Dilma Roussef
Publicado em 27/10/2010
Diretoria da entidade faz breve resgate do que representou os anos da hegemonia neoliberal no Brasil – durante o governo de FHC/Serra – e faz a comparação com os avanços obtidos nos oito anos do governo Lula. Desta análise, manifesta seu apoio à candidatura de Dilma Rousseff.
PARA ONDE VAMOS?
O próximo dia 31 marca o momento de se escolher entre os programas e os projetos dos candidatos que se apresentam para a Presidência da República. No que se refere a um plano de desenvolvimento, são dois projetos diametralmente opostos, um ligado ao neoliberalismo e privatizações, outro de caráter popular e social.
Nós, que abaixo assinamos, membros da diretoria do Sinpro Campinas, dando consequência ao expresso na carta programa com que nos elegemos, sentimo-nos obrigados a manifestar nosso apoio à candidatura Dilma. E temos fortes argumentos para alicerçar esta posição.
Desde a década de 90 do século passado o mundo se debate sob a hegemonia do pensamento neoliberal. No Brasil o governo tucano de FHC (1994-2002) guiou-se por esse ideário e pelas determinações do FMI. Sua política econômica resumiu-se ao controle da inflação através do baixo crescimento econômico, da geração de alto grau de desemprego, da tentativa de “flexibilização” dos direitos dos trabalhadores, de ataques à legislação trabalhista e uma desenfreada minimização do Estado caracterizada pela privatização de quase todas as empresas estatais. Assim, o saldo dos oito anos do governo tucano foi o aumento da miséria em virtude da ausência quase total de políticas públicas, da depreciação dos salários do arrocho do salário-mínimo (menos de US$ 100.00) e do aumento do desemprego; e a fragilização da economia do país por meio do famigerado processo de privatização do Estado brasileiro. Também no Estado de São Paulo, há 16 anos sob a administração do mesmo grupo, se faz notória a primazia dada ao mercado em todas as áreas. A privatização da administração pública produziu o km rodado mais caro do mundo, o abandono da educação, da saúde, do transporte público num ritmo alucinante.
No governo de Lula (202-2010) a realidade brasileira tomou um novo rumo com a implantação de uma política mais condizente com os anseios e necessidades da maioria da população. Dentre outras mudanças e ganhos para as classes populares do Brasil, podem ser citados: a incorporação à cidadania de mais de 30 milhões de brasileiros que foram retirados da miséria absoluta; a criação de nada menos que 14 milhões de empregos formais, a implantação de uma política de valorização do salário-mínimo (chegando hoje a quase US$ 300.00); a valorização dos salários; a implantação de políticas públicas como a Bolsa-Família, o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar – Pronaf e Luz para Todos e Minha Casa, Minha Vida. Com estas ações recuperou-se a autoestima do povo brasileiro, ao mesmo tempo em que, optando por uma política internacional independente, conquistou a credibilidade internacional com o reconhecimento da seriedade do País. Nesse período o PIB per capita cresceu de R$ 4.400,00 para R$ 5.400,00.
No atual governo, o compromisso com a cidadania implicou em assegurar espaços de participação popular na produção das políticas públicas. A realização de nada menos que 73 Conferências Nacionais colocaram na agenda política brasileira questões como a luta contra a desigualdade racial, por um meio ambiente equilibrado, pela defesa dos direitos humanos, pela emancipação feminina e, no que nos toca diretamente, a defesa de um Sistema Nacional Articulado de Educação (tema central da Conferência Nacional de Educação).
No que se refere à educação, a diferença entre os governos tucano de FHC (do qual Serra se diz seguidor) e de Lula é ainda mais visível. O governo tucano caracterizou-se pelo desmonte das universidades federais e pela proibição do governo federal custear escolas técnicas. Nenhuma nova universidade federal foi criada em 8 anos de mandato. O salário dos professores foi congelado e verificou-se uma enorme evasão de docentes das universidades federais.
No início do governo Lula havia 148 campi, em 113 municípios. Até fevereiro de 2010 o governo já havia construído 253 campi em 219 municípios e criado 14 novas Universidades Federais. O orçamento para educação foi aumentado em 210%, de 19 bilhões em 2003 para 59 bilhões em 2010. Deve-se ainda destacar que com a implantação do REUNI, as Universidades Federais foram recuperadas em todo o país, e que com o PROUNI possibilitou-se o acesso ao ensino superior a mais de 700.000 jovens que sem o programa não teriam condições para freqüentar os bancos escolares.
Os governos FHC e Lula são paradigmas dos atuais candidatos. Serra foi ministro do planejamento de FHC, Dilma foi ministra da casa civil de Lula. Assim sendo, nós que lutamos por uma sociedade mais justa e igualitária e que entendemos que é através de políticas sociais voltadas para o bem do povo e pela educação que se começa a construir uma nação desenvolvida, declaramos nosso apoio à candidatura Dilma.
Diretoria do SINPRO Campinas
André Luiz Campos
Antonio Luiz de C. e Silva
Carlos Alberto Camargo Baccaglini
Carlos Virgilio Borges
Cláudio Jorge
Conceição Ap. Fornasari
Daniela Zancheta
Eduardo Cezar da Silva
Fábio José Ortiz Patelli
Herick Martin Velloso
José Roberto Cabrera
Liliana Ap. de Lima
Maria Clotilde Lemos Petta
Marilda Ap. Ribeiro Lemos
Maurício Francisco Ceolin
Paulo Cosiuc
Paulo José Nobre
Roselene dos Anjos
Rubens Gabriel Abdal
Fonte: Sinpro Campinas