Sinpro-ES: Finac garante pagamento até segunda-feira e professores suspendem movimento grevista

Publicado em 18/02/2011


Na assembleia geral realizada nesta quinta-feira (17), os professores da Finac suspenderam o movimento grevista após a faculdade garantir o pagamento dos débitos com os trabalhadores.

De acordo o diretor da Finac, Egisto Nicoletti, a instituição irá depositar na conta dos professores o salário referente ao mês de dezembro até a próxima segunda-feira (21). A instituição se comprometeu também a trabalhar para garantir o pagamento do salário referente ao mês janeiro até o dia 12 de fevereiro. Já o pagamento do 13º salário e de 1/3 de férias será efetuado em seis parcelas, a partir de junho deste ano.

Os professores, em votação, aceitaram esta proposta e, portanto, a greve está suspensa. No entanto, a categoria permanece em estado de assembleia geral permanente, para que os docentes voltem a se reunir a qualquer momento caso o acordo não seja cumprido. Assim, se o pagamento referente ao mês de dezembro não for quitado até segunda-feira (21), uma nova assembleia será realizada na terça-feira (22), às 17 horas, no SINPRO/ES, para deliberar o término da suspensão da greve.

Quanto à liminar judicial que reintegrou os professores demitidos, se até na segunda-feira (21) a proposta da Finac não for cumprida, o SINPRO/ES entrará com pedido de execução da decisão judicial (que prevê multa R$ 1.000,00 por dia, além do lacre da instituição).

Hoje, a dívida do Grupo Nacional soma milhões e a instituição não tem condições financeiras para cobrir os débitos pendentes na Justiça. Para se ter ideia, apesar de o grupo não divulgar o assunto, o prédio de colégio localizado em Vila Velha será leiloado e o dinheiro da venda não cobre sequer metade da dívida.

“O patronal forçou o sindicato a fazer o confronto entre os trabalhadores, mas o SINPRO/ES não entrou neste jogo. Buscamos uma forma de solucionar a questão e unir a categoria e, assim, alcançamos um consenso nesta assembleia, em busca de garantir o direito dos trabalhadores”, afirmou Antonio Carlos Vivaldi, diretor financeiro do SINPRO/ES.

Fonte: Sinpro-ES