Sinpaaet: Como foi a primeira rodada da Negociação Coletiva

Publicado em 24/02/2011


Para garantir direitos sociais e econômicos aos trabalhadores em educação, o Sinpaaet, juntamente com os outros cinco sindicatos que compõem a Federação dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino Privado e Fundações Públicas de Direito Privado e/ou Comunitárias do Estado de Santa Catarina – Fetraesc – entram, todos os anos, num campo de luta com o Sindicato das Escolas Particulares de Santa Catarina – Sinepe/SC. O primeiro encontro da Negociação Coletiva, que aconteceu no dia 16/02, no auditório do Sinepe/SC, em Florianópolis, mostrou que a negociação será uma tarefa difícil.
Para o presidente do Sinpaaet, Valdir Luiz Schwengber, "O Sinepe é conivente com a situação atual das escolas", referindo-se ao argumento do presidente do Sinepe quanto à dificuldade econômica que as instituições escolares estão passando. Segundo Valdir, as instituições que não são sérias, que muitas vezes não cumprem com seus deveres, oferecem ensino com mensalidades bem inferiores, prejudicando uma concorrência saudável. Para o professor, o Sinepe deveria se preocupar com a regulação do setor, ao invés de cobrar dos dirigentes uma atuação conjunta ao patronal.

O presidente do Sinepe expressou também seu descontentamento com relação ao Dissídio Coletivo, quando as partes não chegaram a um acordo na Negociação Coletiva do ano passado. Marcelo revelou que o Sinepe recorreu do julgamento do Dissídio Coletivo ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) por não aceitar a cláusula da bolsa de estudos, mantida, quase na íntegra, a redação da Convenção Coletiva de 2009/10. Com esta posição, o impasse da Negociação Coletiva do ano passado continua. 

 Nessa rodada, as principais reivindicações dos sindicatos foram apresentadas, tais como piso salarial, reajuste salarial, redução de jornada de trabalho, instituição da hora atividade e tecnológica e fim da compensação de horas (banco de horas). Além disso, a questão sobre a saúde do trabalhador também foi levantada, já que os baixos salários e o excesso de trabalho têm levado à categoria dos professores há índices altos de adoecimento.

Em resumo, o Sinepe precisa fazer um ajuste de conduta em relação ao piso estadual para os auxiliares administrativos. O presidente do sindicato patronal terá que equiparar o piso estadual para os auxiliares de classe, mas a categoria defende que seja equiparado ao piso nacional de professores. Quanto ao reajuste do salário dos professores, o debate continuará no próximo encontro, sendo que a categoria quer o aumento do INPC e mais 3% de ganho real.

Para a dirigente do Sinpaaet, Gisele Vargas, o Sinepe novamente "refutou a possibilidade de qualquer avanço em toda a pauta exposta pelos trabalhadores em educação do Estado. Nesse sentido, a categoria precisa se unir para que as reivindicações colocadas em assembleia saiam definitivamente do papel".

Fonte: Sinpaaet-Tubarão