Farra de diplomas denunciada pelo Sinproep-DF é confirmada

Publicado em 11/03/2011


Em matéria publicada pelo Correio Braziliense de quinta e sexta-feira, 10 e 11, respectivamente, sobre a farra de venda de diplomas por instituições de ensino, vem confirmar as denúncias que o Sinproep-DF tem feito há mais de três anos.

Desta vez, o Correio comprovou fraude no Instituto de Capacitação Educacional (CAP) e no Núcleo de Ensino Superior de Brasília (Nesb), localizados no Recanto das Emas e em Taguatinga Norte, respectivamente. A CAP é ligada à Faculdade de Tecnologia Equipe Darwin, que a cerca de dois anos foi denunciada pelo Sinproep ao Ministério Público do Trabalho por não pagar verbas rescisórias dos seus professores. A Darwin chegou a ser investigada pelo MEC por diversas irregularidades. Enquanto a Nesb é ligada a Faculdade Phênix, que tem sede em Santo Antônio do Descoberto.

No final de 2010, o Sinproep denunciou outra instituição, a Faculdade da Terra de Brasília (FTB), por falsificação de certificado de graduação fornecidos a pessoas que não eram matriculadas na instituição e jamais freqüentaram uma faculdade. Depois de muita pressão, a FTB fechou as portas e deixou centenas de alunos e professores prejudicados.

Com base nas reportagens feitas pelo Correio Braziliense, o presidente do Sindicato, Rodrigo de Paula, protocolou denúncia no Ministério Público e comunicou o fato ao Ministério da Educação (MEC), que mais uma vez, comprometeu-se a investigar o caso.

A preocupação do Sindicato é que casos como esses não são raros no setor de ensino do DF. Existem indícios de que outras instituições estejam se valendo dessa forma ilegal para aumentar seus lucros, sem nenhuma preocupação com a qualidade da educação.

Rodrigo de Paula disse que o Sindicato vai acompanhar de perto o processo no MP e vai fazer gestões junto ao MEC para exigir punição rigorosa para os que cometem este tipo de crime. A entidade é de opinião que o descredenciamento dessas instituições seria o melhor caminho para sanear o setor. Além disso, o Sindicato vai intensificar a campanha “Educação não é Mercadoria” liderada nacionalmente pela CONTEE, a confederação que congrega as entidades do setor privado de ensino em todo o Brasil, com o objetivo de conscientizar a sociedade para denunciar esse tipo crime.

Fonte: Sinproep-DF