Sinpro/Campinas: justiça sugere que Unimep apresente proposta de acordo

O Instituto Educacional Piracicabano (IEP) mantenedor da Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep), por sugestão da Justiça do Trabalho deverá apresentar uma proposta de acordo para atender aos direitos dos professores, reclamados em uma ação de cumprimento impetrada pelo Sinpro Campinas em setembro do ano passado.

A nova tentativa de acordo foi sugerida pelo juiz durante a audiência da Justiça do Trabalho realizada em 9 de janeiro último.

Nesta terça-feira, dia 15/01, por iniciativa do IEP, o Sindicato dos Professores de Campinas e Região (Sinpro) e a Associação dos Docentes da Unimep (Adunimep) participaram de uma reunião para ouvir e debater as propostas da Unimep, que deverá enviá-las por escrito às entidades, embora não tenha fixado uma data para apresentar o documento. Caso haja acordo, a Justiça do Trabalho poderá designar uma nova audiência. Enquanto isso o processo continua nos trâmites pertinentes.

Estiveram presentes à reunião desta terça-feira, representando o Sinpro Campinas, o presidente, Reginaldo Alberto Meloni, a diretora do Departamento Jurídico, Marilda Aparecida Ribeiro Lemos e a diretora do Sinpro e professora da Unimep, Conceição Aparecida Fornasari. Representando a Associação dos Docentes da Unimep (Adunimep) participaram o presidente da entidade José Alberto F. Rodrigues Filho e Alexandre A. Gualazzi.

Atrasos
Desde abril do ano passado, a Unimep vem pagando os salários dos professores em várias  parcelas. O 13º salário não foi pago entre os meses de novembro e dezembro , trazendo grande prejuízo aos professores.

Ação
O Sinpro ingressou no dia 18 de setembro,  na Justiça do Trabalho, com uma ação contra a Unimep pedindo o cumprimento da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2007 e do acordo em dissídio coletivo homologado em abril daquele ano.

Na ação o Sinpro reclama o pagamento da hora atividade, a concessão do recesso de 30 dias, preferencialmente em janeiro, o pagamento de horas extras para quem é convocado para atividades fora do horário normal de aulas, plano de saúde, além do pagamento de um terço e das férias. A ação cobra ainda a multa por atraso nos salários e multa por descumprimento da CCT 2007 e do acordo em dissídio coletivo.
 
Fonte: Sinpro/Campinas
Publicado em 16/01/2008