Sinpro Rio: Segunda Caminhada de Professores contra precarização das escolas
Publicado em 15/04/2011
A Segunda Caminhada dos Professores, que aconteceu no último domingo, dia 10 de abril, no Aterro do Flamengo, foi um denso ato político, que envolveu muitas pessoas que passavam pelo local e pararam para acompanhar a manifestação. Na ocasião, além do Sinpro-Rio, estiveram presentes a CUT-RJ, através de seu presidente, Darby Igayara; integrantes da direção do Sepe-RJ, do Sindpefaetec, da Feteerj, e de outros sindicatos de professores no Estado do Rio, além do deputado federal Alessandro Molon (PT-RJ) e representantes de diversos outros parlamentares.
O ato, com forte presença da categoria, recebeu o apoio dos participantes de uma corrida que acontecia no Aterro e que, ao cruzarem pelas faixas, aplaudiam e demonstravam solidariedade.
Como na primeira caminhada, no ano passado, este foi um desdobramento da Campanha Salarial. Aprovada na assembleia do dia 2 de abril, inicialmente com o intuito de denunciar os baixos pisos salariais dos professores da rede privada e as precárias condições de trabalho enfrentadas pelos docentes nas escolas, a caminhada mudou de mote após a tragédia ocorrida no último dia 7, quinta-feira, na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo. Dessa forma, a precarização das escolas privadas e públicas tornou-se a palavra de ordem.
Embora o tom de pesar e consternação tenha sido a tônica da manifestação, as diferentes intervenções apontaram as reivindicações históricas da categoria. Na ocasião, os manifestantes denunciaram os baixos pisos salariais praticados pelas escolas particulares, que fazem com que os professores trabalhem em dupla ou tripla jornada.
As condições de trabalho, evidenciadas pela ausência de um calendário unificado - que faz com que os professores não tenham suas férias regulares, mas, sim, carga horária excessiva, salas superlotadas, ambientes insalubres e falta de profissionais de apoio - tem levado ao adoecimento da categoria e ao afastamento de suas atividades docentes, que, certamente, compromete significativamente a qualidade da educação. As consequências dessa dura realidade se refletem nos problemas crônicos com a voz e na síndrome de Burnout, doença caracterizada por estresse constante e fadiga, que já é considerado o mal do século.
Na avaliação do Sindicato, o ato contribuiu para desnaturalizar o conceito de violência nas escolas; sensibilizar a sociedade para a dura realidade vivida nos ambientes escolares, que certamente compromete a qualidade da educação, seja na escola privada ou pública.
Quando a saúde do professor está ameaçada é a educação que adoece!
Veja aqui as fotos da caminhada.
Fonte: Sinpro Rio