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Escola Harmonia vai apresentar planilha de dívidas com professores demitidos
A Escola Harmonia de Campinas, que fechou suas portas em 20 de dezembro do ano passado, está propondo parcelar as verbas rescisórias de cerca de 30 professores demitidos sem justa causa. A proprietária da Instituição, Dulce Maria Pereira, esteve reunida com a Diretoria do Sinpro Campinas na tarde desta quinta-feira, dia 17, para formalizar a proposta de acordo. Ela veio acompanhada de seu advogado e do contador da escola.
Dulce Maria Pereira reconheceu entre os valores devidos, o salário de dezembro, o 13º salário, recolhimentos em atraso do FGTS, além da multa de 40% do FGTS. A escola propôs apresentar no próximo dia 25, sexta-feira, uma planilha com todos os valores devidos a cada professor, quando então discutirá com o Sinpro a forma de pagamento das verbas rescisórias.
A proprietária da Escola Harmonia não reconheceu, no entanto, o não fornecimento de cestas básicas, direito assegurado aos professores pela Convenção Coletiva de Trabalho.
O Sindicato, segundo o diretor Paulo Nobre, vai cobrar ainda os repasses do Imposto Sindical e da Contribuição Sindical, cujos valores foram descontados dos professores desde 2003, mas não repassados ao Sinpro.
Documentação
A partir desta sexta-feira, dia 18/01, os professores demitidos da Escola Harmonia serão orientados a reunir toda a documentação relativa à escola. “Queremos que cada professor faça um histórico de direitos trabalhistas que ele ache que não recebeu de acordo, para que possamos comparar com a planilha a ser apresentada pela instituição no dia 25”, adiantou Paulo Nobre.
A partir da apresentação da proposta da escola o Sinpro deverá definir uma data para reunir os professores e discutir a planilha a ser apresentada pela Escola Harmonia.
Histórico
A Escola Harmonia de Educação Básica funcionava na Avenida Presidente Juscelino, 105, no Campos Elíseos e fechou suas portas sem comunicar o novo endereço aos professores, pais e alunos no último dia 20 de dezembro.
Alunos
Segundo um oficial de Justiça que estava acompanhando o despejo no dia 20, 240 alunos já estavam matriculados para o ano letivo de 2008, mas não sabiam como vão ficar com relação ao pagamento já realizado. Nesta semana, segundo informações de professores, a escola começou a restituir os valores das matrículas e materiais.
Fonte: Sinpro/ Campinas
Publicado em 17/01/2008 |
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