SAAE-ES: Trabalhadores das escolas particulares em greve
Publicado em 11/05/2011 - Atualizado em 12/05/2011
Os auxiliares de administração escolar de todo o Espírito Santo realizam hoje (11) uma paralisação de advertência. Em frente às instituições de ensino, os trabalhadores aderiram à paralisação e se manifestaram com faixas e cartazes, como no COC e no CEIC, ambos em Vila Velha (fotos). O movimento tem objetivo de chamar atenção da sociedade, principalmente dos pais e alunos, para a desvalorização do trabalho da categoria. Entre as principais queixas está a recusa, por parte dos donos das escolas, em repassar os reajustes das mensalidades para o salário dos trabalhadores.

O movimento foi decidido em assembleia, realizada no dia 04 de maio, que contou com a presença de centenas de trabalhadores. “Ano após ano, as escolas lucram com o exorbitante aumento nas mensalidades e o salário dos trabalhadores não apresenta ganho real algum. Hoje, estamos realizando a paralisação de advertência, mas caso o patronal não avance nas propostas não descartamos a possibilidade de entrarmos em greve por tempo indeterminado”, reivindica a presidente do SAAE/ES, Abigail Carvalho.

Dados do IBGE mostram que, nos últimos cinco anos, as escolas particulares aumentaram suas mensalidades em 41,71%. Por outro lado, o reajuste para os trabalhadores foi de 27,67%, sendo que nesse mesmo período a inflação foi de 27,59%. Segundo o SAAE/ES, o principal argumento dos donos das escolas ao aumentarem a mensalidade é de que o valor é destinado a suprir o reajuste dos trabalhadores, mas essa não é a realidade.
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Fonte: SAAE/ES
Foto: Bretas