Sinpro/PE: Professores da rede privada de ensino negociam com os patrões

Publicado em 13/05/2011


Após a paralisação dos professores da rede Estadual, a rede privada de ensino também está em alerta de interromper as atividades a qualquer momento .  Nesta quinta-feira(12), o Sindicato dos professores de Pernambuco – Sinpro PE - se reúne para uma nova rodada de negociações com o Sindicato Patronal - Sinepe. Este é o terceiro encontro entre as categorias que acontece neste ano, e será realizado às 16h, na sede do Sinepe.

Na última assembleia, realizada na terça-feira (10), em Recife e Caruaru, os professores aprovaram a pauta de negociações que reivindica o piso salarial de R$ 10 por hora de aula, melhores condições de trabalho, educação continuada, o cumprimento das bolsas de estudos para os filhos, entre outros benefícios, além de um novo encontro marcado para o próximo dia 20 de maio, às 9h, na sede da entidade, onde a categoria irá votar as propostas apresentadas na negociação com os patrões. 

De acordo com o coordenador político do Sinpro PE, Jackson Bezerra, esta é a terceira rodada de negociação com o sindicato patronal e, caso a categoria continue a ser ignorada, os professores irão tomar posturas mais eficientes. “Não podemos mais continuar a espera dos patrões. Eles estão querendo retirar direitos adquiridos na convenção coletiva e nós não podemos permitir”, explicou.

Campanha e Pesquisa

Ainda na assembleia desta terça-feira(10), o Sinpro PE apresentou à categoria a campanha publicitária que está nas ruas desde o início desta semana. Em out-door, out bus, radio e outras mídias, os professores querem alertar a sociedade sobre a grande incidência de doenças graves a que estão se submetendo por causa da hostilidade do ambiente de trabalho.

Para completar, a pedido do Sinpro PE, o Doutor em psicologia, Waldenilson Ribas, lançou uma pesquisa sobre a saúde do professor em Pernambuco, “os sintomas mais comuns desenvolvidos pelos professores são depressão, distúrbios do sono, ataques de pânico, hipertensão e diabetes”. Ele explica que o alto nível de estresse baixa as defesas imunológicas do organismo, o que abre portas para as doenças. Além de atrapalhar na cognição – maior instrumento de trabalho do professor.

Fonte: Sinpro/PE