Sinpro-PE: Assembleia pode deflagrar greve na rede privada de ensino nesta quarta-feira

Publicado em 07/06/2011


Sinpro-PE: Assembleia pode deflagrar greve na rede privada de ensino nesta quarta-feira

 

A Rede Privada de ensino está em momento decisivo. Nesta quarta-feira (08), às 9h, professores das escolas particulares fazem a assembléia mais importante da categoria desde a largada da Campanha Salarial 2011. Isso porque, na tarde da última segunda-feira(06), a sexta rodada de negociação entre Sindicato dos Professores no Estado de Pernambuco – Sinpro PE – e Sindicato Patronal – Sinepe – mais uma vez não avançou nas negociações, o que pode acarretar na deflagração definitiva da greve.

No encontro, ficou definido, apenas, que o Sinepe precisaria enviar oficialmente até o final do dia desta terça-feira(07), por escrito, um documento com uma nova contra-proposta respondendo item por item proposto pelos professores, a ser avaliada pelos professores na assembléia de amanhã. Esse procedimento é medida legal prevista na Lei de Greve da CLT, e caso o documento não seja enviado, o descumprimento da lei é mais um motivador para paralisação das atividades. No caso de deflagração, também na assembléia será tirada uma agenda de atividades, passeatas e piquetes.

Enquanto os professores pedem piso salarial de R$ 10 por hora de aula (atualmente é pago entre R$4,43 e R$5,82), melhores condições de trabalho, educação continuada, o cumprimento das bolsas de estudos para os filhos, entre outros benefícios, a contra proposta do patronato ofereceu reajuste de 6,31% para quem ganha acima do piso – somente o reajuste obrigatório referente à reposição da inflação – e de 8% (de abril retroativo até setembro), mais 10% (de outubro de 2011 a março de 2012) para quem ganha o piso, o que significa uma média de aumento de 9%, além de redução de 6% para 5% no vale transporte para toda a categoria, todas recusadas.

A rede privada de ensino em Pernambuco tem 45 mil professores e cerca e 1.400 esclas. Uma paralisação pode atingir cerca de 900 das escolas particulares de todo Estado, e perto de 600 mil alunos podem ficar sem aulas. O último reajuste recebido foi de 3%. Com ele, a hora da aula de um professor de ensino médio, por exemplo, subiu de R$5,39 para R$5,82, acréscimo considerado irrisório pelos professores.

Pra completar, os professores já fizeram 350 denúncias ao Ministério do Trabalho sobre aberrações praticadas pelos donos de escolas em Pernambuco, entre elas sonegação do FGTS, não pagamento de hora extra, professores trabalhando sem carteira assinada e escolas com diversos CNJP, além de ameaça de demissão aos professores que estão aderindo às atividades.

Fonte: Sinpro-PE