Sinpro-PE lança vídeo e deflagra greve por tempo indeterminado
Publicado em 09/06/2011
Professores da Rede Privada de Ensino de Pernambuco decidiram, na manhã desta quarta (08), deflagrar greve. Isso porque, após seis rodadas de negociações com os proprietários de Instituições de Ensino, o Sinepe – Sindicato Patronal – convocou um encontro para antes da assembleia dos docentes, marcada para as 9h, e fez uma contraproposta de reajuste de 10% em cima do piso atual - mantendo os dois pisos diferençados para Infantil e fundamental 1 e Fundamental 2 e Ensino Médio - avaliada como insuficiente para a categoria.
A assembléia contou com quase 400 professores em Recife e Caruaru. O encontro foi o sétimo entre patrões e professores e, até então, nenhum avanço havia acontecido nas rodadas de negociação. Os professores pediam piso salarial de R$ 10 por hora de aula (atualmente é pago entre R$4,43 e R$5,82), além de unificação do piso, melhores condições de trabalho, educação continuada, o cumprimento das bolsas de estudos para os filhos, entre outros benefícios.
Na manhã desta quinta, dia 09/06, professores fizeram piquetes em escolas para convocar mais docentes a participarem do movimento. Houve atividades nas escolas Helena Lubieska, Luisa Cora, Imaculada Conceição de Maria, Master, Mazarello, Dom de Olinda, Santa Catarina, Contato e Fazer Crescer.
Até o momento, dezenas de estabelecimentos de ensino estão parados na região metropolitana e 300 em todo o estado. 60% dos alunos estão sem aula. O objetivo é paralisar 1.200 escolas o que significa uma expectativa de 600 mil alunos sem aulas. Alguns professore temem cortes e represálias por parte dos donos de escolas. Nas greves anteriores houve demissões de colegas que participaram das atividades.
Veja o vídeo divulgado pelo Sinpro-PE na Campanha Salarial:
Investigações
Durante todo ano de 2010 até a entrada de 2011, o Sinpro PE investigou documentos de escolas privadas e constataram a irregularidades diversas, como sonegação fiscal, assedio moral, ocultação de horas extras, não recolhimento de FGTS e, até mesmo, professor trabalhando por anos sem carteira de trabalho assinada pela instituição.
As ocorrências acontecem tanto em escolas de ensino médio e fundamental, como em cursos tecnológicos, profissionalizantes e de idiomas. Entre elas, os conhecidos e tradicionais colégios Americano Batista, Contato, Atual, Geo Pensar, Motivo e Santa Maria, além do Souza Leão, este último tendo chegado ao cúmulo de instalar câmeras nas salas de aula para fiscalizar a atuação do professor, ato proibido pela cláusula trigésima da última convenção coletiva realizada entre movimentos sociais e empresários do ensino.
Fonte: Sinpro-PE