Sinpro/ Campinas: professores da Educação Básica e Ensino Superior têm assembléia dia 15/03

Os professores da Educação Básica e do Ensino Superior se reúnem em assembléia no próximo sábado, dia 15, às 9h30, para deliberar sobre as propostas apresentadas pelos sindicatos patronais dentro da Campanha Salarail 2008. Até a última sexta-feira, dia 7, os patrões não haviam definido o índice de reajusta e a ser concedido a partir de março, data base da categoria. Os Sindicatos dos Professores defendem a reposição integral da inflação e aumento real. As assembléias acontecem na sede do Sinpro Campinas,na Avenida professora Ana Maria Silvestre Adade, 1200, Parque das Universidades, às 9h30 do sábado.

Professor compareça à assembléia para dizer NÂO às ameaças dos patrões de cortar conquistas históricas como a bola de estudos de nossos filhos e até mesmo o plano de saúde.

Educação Básica
Em mais uma rodada de tratativas com o SIEEESP (sindicato dos estabelecimentos de ensino de São Paulo), na última quarta-feira, dia5 , o reajuste de salário com aumento real voltou a ser o centro das discussões.

Os Sinpros trabalham com uma perspectiva de construir, ainda nesta semana, uma proposta para apreciação da categoria até a próxima assembléia .

Os professores lutam por reposição integral da inflação, por aumento real, por participação nos lucros (PLR), pela manutenção das cláusulas sociais e pela regulamentação do trabalho acrescido em função das novas tecnologias

Ensino Superior
Na última rodada de negociação com o SEMESP (sindicato das mantenedoras dos estabelecimentos de ensino superior de São Paulo), no dia 3, os professores tentaram em vão priorizar a cláusula de reajuste salarial. Mas os patrões, em uma estratégia já bem ‘manjada’ pela categoria, insistiram em vincular a discussão de aumento salarial às quatro outras cláusulas da pauta: plano de carreira/piso; educação à distância nos cursos semipresenciais; bolsa de estudo e plano de saúde.

A estratégia do SEMESP é ganhar tempo. Os professores pedem a reposição integral da inflação, mais aumento real.

Diante do impasse, os Sinpros se preparam para jogar duro, e trabalham para que haja uma proposta formulada, de comum acordo, até a data da próxima assembléia.

Data Base
A data base dos professores da rede privada (ensino superior e educação básica) no Estado de São Paulo é dia 1º de março. Esse é o marco que define, pela negociação sindical, a assinatura de uma Convenção Coletiva de Trabalho, que determina o reajuste dos salários e os direitos coletivos específicos da categoria.

A Convenção Coletiva precisa ser renovada anualmente. Tem força de lei e garante, por exemplo, a gratuidade das bolsas de estudo, as férias coletivas, o recesso de 30 dias e a garantia semestral de salários.

A unificação da Campanha Salarial
A campanha salarial dos professores é coordenada pela FEPESP – Federação dos Professores do Estado de São Paulo e realizada coletivamente por treze Sinpros (sindicatos de professores). Juntos, eles representam cerca de 70 mil professores da rede privada, totalizando 80% da categoria no Estado de São Paulo.

As reivindicações
Na Campanha 2008 lutamos pelo aumento salarial, pela remuneração do trabalho à distância que o professor vem realizando de graça, pelo restabelecimento de relações dignas de trabalho dentro das instituições e pela regulamentação do ensino à distância. Procuramos, também, renovar as garantias existentes nas Convenções anteriores e ampliar os direitos coletivos.

As reivindicações foram tiradas das assembléias realizadas entre outubro e novembro de 2007 e consolidadas em três pautas: uma dos professores de ensino superior, outra, dos professores de educação básica e uma terceira, dos professores do Sesi-Senai. Apesar das especificidades, as três pautas têm vários pontos comuns.

A participação dos professores
As assembléias são instâncias máximas de deliberação, que servem para propor ações organizadas dos professores. Cabe ressaltar que a força dos sindicatos nas mesas de negociação é proporcional ao grau de envolvimento dos professores na campanha salarial e à pressão que a categoria pode fazer.

O fim das negociações
Se houver impasse nas negociações, os sindicatos podem recorrer à Justiça do Trabalho para instauração de Dissídio Coletivo.

Fonte: Site Valorização do Professor
Publicado em 12/03/2008