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Sinpro/DF: Educação pública – saúde dos profissionais da categoria será tema de pesquisa
Um diagnóstico das condições de trabalho dos educadores que atuam no setor público, com o objetivo de detectar os indicadores de adoecimento da categoria e propor uma intervenção mais eficaz para combater as doenças que tenham origem no modo de trabalho – esse é o objetivo da ampla pesquisa que o Sinpro-DF (Sindicato dos Professores no Distrito Federal) realizará a partir de maio com os professores da rede pública de ensino do DF. Coordenada pela doutora da UnB, professora Ana Magnólia, a pesquisa deve contemplar a identificação de variáveis do contexto do trabalho que atuam na gênese das patologias que acometem a classe.
O Sinpro entende que, embasado por dados claros e inequívocos, terá mais condições de exigir do Governo do Distrito Federal uma política de atenção e prevenção à saúde que leve em conta as peculiaridades do trabalho dos educadores. Como bem ressaltou Ana Magnólia em sua proposta de trabalho, a saúde e os modos de adoecimento não são desvinculados dos modos de trabalho instituídos pelo sistema de produção, contexto sócio-econômico, institucional e político. E a prevenção, entende ela, requer o comprometimento das instituições para implantar mudanças e transformar as situações de trabalho que interferem no processo saúde-doença.
De acordo com a coordenadora da Secretaria para Assuntos de Saúde do Trabalhador do Sinpro, Maria José Barreto, quem está no dia-a-dia das escolas do DF consegue entender muito bem porque se adoece na categoria: estrutura inadequada, excesso de alunos em sala de aula, pressão das direções,entre outras mazelas. “O que queremos com essa pesquisa é detectar cientificamente isso, para pressionar o GDF a abandonar o discurso que culpabiliza os professores e lança suspeição sobre o número de atestados médicos expedidos e levar o poder público a efetivamente fazer algo para mudar essa situação”, afirma a coordenadora.
Metodologia
A pesquisa será feita via Internet e por formulários. Serão colocados computadores nas subsedes e feita uma ampla divulgação sobre como responder ao caderno de questões. As informações prestadas serão sigilosas e serão analisadas em conjunto e não individualmente. A responsabilidade técnico-científica caberá ao Laboratório de Psicodinâmica e Clínica do Trabalho da Universidade de Brasília.
Fonte: CUT
Publicado em 07/04/2008 |
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