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Sintrae-MT e Sinepe-MT se reúnem
O Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino de Mato Grosso (SINTRAE-MT), que representa professores e auxiliares administrativos do ensino privado, se reúne nesta terça-feira (22), às 16 horas, com o sindicato dos estabelecimentos de ensino (Sinepe-MT), em mais uma rodada da negociação coletiva deste ano.
Na reunião será apresentada a deliberação dos trabalhadores, tomada na última assembléia da categoria, ocorrida no sábado (19). Na data, professores e auxiliares reunidos foram contrários à maioria das contrapropostas apresentadas pelo sindicato patronal, que foram interpretadas como lesivas aos direitos dos trabalhadores.
Entre as contrapropostas mais criticadas na assembléia estava a de escalonamento dos descontos concedidos em mensalidades escolares para filhos e dependentes dos trabalhadores. O sindicato patronal quer que ele seja dividido em percentuais que variem de 5% a 20%, de acordo com o número de horas-aula praticado pelo professor. Hoje, este percentual varia de 50% a 95% no Ensino Básico e é de 50% no Ensino Superior. "Nosso salário já é achatado. A diminuição nos percentuais das bolsas vai piorar as condições de trabalho", comentou a presidente do SINTRAE-MT, Nara Teixeira.
O Sinepe-MT também quer negociar um reajuste de 2% retroativos a março mais um por cento em setembro. Já o sindicato dos trabalhadores reivindica, no mínimo, o valor do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), que gira em torno de 5.45%, retroativos a março, mais um por cento em setembro. Para as categorias que recebem os salários mais baixos, como vigias, porteiros e inspetores de pátio, entre outros, o reajuste reivindicado é de 9,21%, o mesmo do salário mínimo.
Os trabalhadores também definiram não permitir nenhum aumento no índice de banco de horas, que hoje é de 25%. A proposta do Sinepe-MT é de que este percentual passe a 100%. Outra proposta rechaçada foi a de aumento na duração das horas-aula no Ensino Superior, de 50 para 60 minutos, inserida pelo Sinepe-MT na negociação sob a alegação de que seria uma exigência do MEC. "Esta não é uma exigência do MEC, não encontramos isso em nenhuma das resoluções do Ministério", informou Nara Teixeira.
Entre as cláusulas que poderão ser negociadas, segundo o SINTRAE-MT, estão apenas a mudança da carga horária dos vigilantes para um regime de 12 por 36 horas, e a mudança da data-base da categoria.
Entre as reivindicações do SINTRAE-MT está um adicional de 30% sobre o salário dos professores que dão aula em salas com número de alunos que ultrapasse um percentual pré-fixado nos seguintes moldes: Ensino Fundamental I (25 alunos); Ensino Fundamental II (35); Ensino Médio (50), Ensino Superior (60); Pré-vestibular e cursos livres (80) e escolas de idiomas (10).
É reivindicado também um adicional de 20% de hora-atividade, destinada a pagar o tempo que o professor gasta, fora do estabelecimento de ensino, na preparação de aulas, provas e exercícios, correção dos sites, publicação via internet do conteúdo das aulas, gabaritos de provas, atendimento de alunos via e-mail e planejamentos.
Outra proposta é que as cláusulas econômicas tenham validade de um ano e as sociais, de dois anos. Mais informações: 3623 3402.
Fonte: Sintrae-MT
Publicado em 22/04/2008 |
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