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Sinpro/PI avalia que a paralisação foi vitoriosa
O presidente do sindicato dos Professores e Auxiliares em Estabelecimentos de Ensino do Estado do Piauí (Sinpro), Kleber Ibiabina, avaliou como positiva a paralisação realizada pela categoria na última sexta-feira (25/04).
Kleber Ibiapina disse que apesar de nem todas as escolas terem parado, o Sinpro conseguiu sensibilizar os professores e alertar os proprietários de escolas particulares sobre a necessidade da negociação de reajuste salarial. A data base é 1º de maio e a categoria tem pressa para negociar. “O movimento foi positivo, nas escolas em que houve aula os diretores tiveram que ir para as salas de aula”, disse Kleber.
Segundo o Sinpro, os donos de escolas em Teresina aumentam as mensalidades escolares acima da inflação e não se dignam a repassar este aumento no pagamento dos professores. “Esta história de que eles não podem dar aumento aos professores porque teriam que aumentar a mensalidade é pura balela, porque eles já aumentam a mensalidade no início de cada ano”, argumentou o presidente do Sinpro.
Na visão dos professores, o Sindicato das Escolas Particulares local (Sinepi) usa estratégia de repressão contra a categoria para impedir manifestações. “Eles ameaçam demitir os profissionais. Na última reunião do Conselho Municipal de Educação, o professor Expedito, proprietário de escola particular, disse claramente que iria demitir os professores que fizessem paralisação”, contou Kleber Ibiapina.
Em Assembléia Geral da categoria, realizada na última sexta-feira, o Sinpro decidiu que, caso os proprietários não sentem com os professores para negociar o reajuste salarial, o Sindicato vai promover novas paralisações, desta vez , será uma escola por dia. “Aprovamos que as primeiras paralisações vão ocorrer nas escolas Santa Maria Goretti, Colégio das Irmãs e Colégio Integral”, antecipou Kleber.
Algumas escolas já acenaram para negociação. O Sinpro parabeniza a direção do colégio Dom Barreto que já sinalizou com 10% de aumento salarial para seus professores. “Este colégio dá um exemplo de respeito com os professores”, destacou o presidente do Sinpro.
Fonte: Sinpro/PI
Publicado em 29/04/2008 |
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