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Sinpro Bahia: O patrão só negocia quando o professor se mobiliza
“Em toda data-base é assim. Os donos das escolas só negociam com o sindicato quando os professores estão mobilizados”, constatou Cristina Kavalkievicz, diretora do Sinpro/BA, durante a primeira Assembléia de data-base dos professores da rede privada de ensino no estado, no dia 14 de maio de 2008.
Conforme Cristina, o desenrolar das negociações entre o sindicato patronal (Sinepe) e o Sinpro depende do grau de envolvimento dos professores com a campanha salarial. Nesse caso, mobilizar-se não significa, necessariamente, fazer greve, mas estar presente nas Assembléias.
Para o professor e também diretor do Sinpro, Francisco Pedro, a categoria dos professores é muito responsável, uma vez que não costuma fazer greve à toa. Entretanto, os professores precisam ter muito claro que os donos de escolas sabem o quanto eles estão – ou não – envolvidos no processo de data-base, justamente pela presença dos professores nas Assembléias. “Quanto menor a participação da categoria, maior é a dureza com que os patrões negociam com o sindicato, inviabilizando, desse modo, a conquista de melhores condições de trabalho para nós professores”, explicou Francisco Pedro.
A diretora do Sindicato, Marli Souza, também ressaltou que algumas escolas, costumam realizar reuniões com seus trabalhadores para propor Acordos Internos, desconsiderando, dessa forma, o processo negocial entre o Sinpro e o Sinepe. “O que os professores não podem perder de vista, é que os acordos internos prejudicam a todos os trabalhadores.
O que é ‘dado’ ou negociado entre escola e professor não tem nenhuma garantia de continuidade, porque não tem respaldo jurídico. A qualquer hora, a escola simplesmente pode retirar os falsos benefícios”, alerta a diretora do Sindicato.
A Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) dos professores é uma conquista e representa a luta de centenas de pessoas que disseram não a esses “falsos benefícios” dados individualmente por escola. Por isso, o que não está escrito na CCT não é direito do professor, é apenas uma esmola que representa, infelizmente, a pouca união dos professores enquanto categoria. E como já é sabido, é a união que faz a força.
Pra quê lutar?
Para a diretoria do Sinpro, existem questões muito importantes que precisam ser defendidas pelo Sindicato e pelos professores durante essa Campanha de Data-Base, tais como:
- Proteção ao Trabalhador, para evitar a demissão no início das aulas, porque dificilmente o professor demitido nesse período encontra um emprego em outra escola, porque os quadros já estão fechados;
- Garantia do intervalo para as professoras da educação infantil;
- O estabelecimento claro dos valores para aulas de 50 e 60 minutos
- A estabilidade pré-aposentadoria;
- O recesso no meio do ano;
- A licença maternidade de seis meses, bem como a criação de uma cláusula na Convenção Coletiva que garanta estabilidade de 90 dias após o regresso das professoras que estavam em licença maternidade.
Fonte: Sinpro Bahia
Publicado em 21/05/2008 |
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