Professores do ProJovem em greve a partir do dia 21/5

Em assembléia realizada no último sábado, os professores da Fundação Paulistana, responsável pela contratação para o Programa ProJovem, decretaram greve a partir do dia 21/5.
Os mais de 300 profissionais do programa estão sem salários desde março deste ano. A greve foi a última alternativa diante do descaso da Fundação e dos responsáveis pela manutenção do ProJovem.

PROFESSORES DO PROJOVEM ESTÃO SEM RECEBER SALÁRIOS

Cerca de 350 professores contratados pela Fundação Paulistana de Educação e Tecnologia para atuarem no PROJOVEM no município de São Paulo estão há dois meses sem receber seus salários.

O PROJOVEM – Programa Nacional de Inclusão de Jovens: Educação, Qualificação e Ação Comunitária – é uma iniciativa do Governo Federal destinado a pessoas de 18 a 24 anos, com estudos ainda não concluídos e fora do mercado de trabalho, com o objetivo de ampliar sua escolaridade e sua qualificação profissional. Criado em 2005, sua implementação em todo o país se deu através de convênios com prefeituras municipais que deveriam ter recebido recursos financeiros de Brasília para, entre outras coisas, pagar os salários dos professores envolvidos no projeto.

Em São Paulo, no entanto, os professores contratados para o PROJOVEM estão desde março sem receber. A alegação da Prefeitura e da Fundação Paulistana de Educação e Tecnologia é a de que a verba destinada foi bloqueada pelo Ministério Público Federal de São Paulo.

Ninguém tem nada contra as ações do MP, mas alguma coisa precisa ser feita – e com urgência – porque os professores não podem ficar sem receber. São profissionais que abraçaram a causa do PROJOVEM e merecem a contrapartida por seu esforço. Diante disso, os professores vêm a público manifestar sua preocupação com seus direitos, seu futuro e uma eventual ameaça de cancelamento do programa.

Diretoria do SINPRO-SP
Professores e comunidade do PROJOVEM

Fonte: Sinpro/SP
Publicado em 21/05/2008