À procura de fórmulas para evitar agressão a professores

Chamar a atenção de pais, alunos, professores. Despertar a sociedade para a violência que faz vítimas dentro e fora das escolas. Essa é a intenção do Sindicato dos Professores do DF (Sinpro-DF), que dá início esta semana a uma campanha para mobilizar a sociedade contra o aumento da criminalidade nas escolas de Brasília. Até um disque-denúncia vai ser criado na tentativa de coibir a escalada de violência. Os últimos casos de professores agredidos pelos próprios alunos foram a gota d"água para os docentes de escolas públicas do DF. Cansados de ver e receber relatos de agressões a professores e entre estudantes, ou de porte de armas de fogo ilegais dentro dos colégios, diretores do Sinpro resolveram arregaçar as mangas e fazer algo contra um problema que não começa nem termina dentro das salas de aulas, mas que pode ser, ao menos, atenuado pela educação. Para a diretora de Imprensa do Sinpro, Rosilene Correa, não dá mais para ignorar o problema. ­ O sindicato assume a responsabilidade que é do Estado, mas fará campanha de combate à violência não só nas escolas como ao redor delas. Queremos chamar a atenção da sociedade para o problema ­ adverte

Ataques entre alunos também são freqüentes: aluna esfaqueou colega em classe

Segundo a diretora, professores e servidores de escolas públicas convivem diariamente com situações de violência. ­ Esse não é só um problema das escolas, é um problema de todos nós. A escola é um reflexo da sociedade. E vivemos em uma sociedade violenta ­ constata a professora.

Basta de violência

Na tentativa de dar um basta a essa situação, o sindicato quer firmar parceria com instituições como o Conselho Tutelar, o Ministério Público do DF e a Comissão de Direitos Humanos da Câmara Legislativa. Os convites começam a ser enviados esta semana. A idéia é trazer o assunto à tona, divulgando o problema da violência na sociedade brasiliense. Serão criados slogans, cartazes e folders para distribuição em escolas e locais freqüentados pelos jovens. A campanha prevê ainda um disque-denúncia para receber ligações gratuitas da comunidade com pistas sobre crimes e autores de violência. O Sinpro pediu à Polícia Civil um levantamento do registro de ocorrências envolvendo tanto professores com alunos nas escolas. A campanha começou com o ato contra a violência nas escolas realizado na manhã de sexta-feira no Centro de Ensino Fundamental Nº 4, em Ceilândia. A escola é a mesma onde o professor de História Vicente Mariano, 41 anos, foi espancado por um ex-aluno e dois outros rapazes no último dia 29. Segundo Rosilene, a violência entre alunos também é grande e deve ser combatida. Um exemplo é o caso de uma adolescente que esfaqueou a colega na sala de aula, em frente à professora gestante.

Fonte: Jornal do Brasil/RJ

Publicado em 10/06/2008