Unimep não apresenta solução ao MPT para pagar o 13º

A Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep) não apresentou nenhuma proposta definitiva para garantir o pagamento da primeira e segunda parcela do 13º salário aos professores, em 30 de novembro e 20 de dezembro deste ano.

A informação foi dada nesta terça-feira, dia 6/11, durante uma audiência de conciliação marcada pelo Ministério Público do Trabalho da 15ª Região Campinas (MPT), em resposta a uma denúncia feita pelo Sindicato dos Professores de Campinas e Região (Sinpro/Campinas) em dezembro de 2006.

O Sindicato, provocado por professores da Unimep, denunciou ao MPT que a Instituição naquele recorreu à tomada de empréstimos consignados feitos pelos professores para garantir o pagamento integral do 13º salário.

“O Sinpro/Campinas não concorda que a Instituição utilize empréstimos consignados em nome dos professores para pagamento de salários”, disse a diretora da entidade, Marilda Aparecida Ribeiro Lemos. O MPT também entende que a medida viola os direitos individuais dos professores, além de não ser “legalmente aceitável”.

A Unimep justificou que está buscando, junto à instituições bancárias, a captação de recursos, mas não descartou o uso de empréstimos consignados a serem tomados pelos professores que concordarem.

Nova data
O Ministério Público do Trabalho convocou uma nova audiência para o dia 27 de novembro, às 14 horas, entre o Sindicato dos Professores e o Instituto Educacional Piracicabano (IEP) para verificar se a Instituição vai pagar o 13º salário dos professores da Unimep sem a utilização de empréstimos consignados. A Universidade deverá apresentar na ocasião, a cópia da folha de pagamento da primeira e segunda parcela do 13º Salário, acompanhada da relação nominal dos docentes, com os valores brutos e líquidos.

Compareceram a audiência a diretora do Departamento Jurídico do Sinpro/Campinas, Marilda Aparecida Ribeiro Lemos, e o diretor da Associação dos Docentes da Unimep (Adunimep), Alexandre Augusto Gualazzi, além do reitor Davi Ferreira Barros e demais representantes da Universidade.

Fonte: Sinpro/ Campinas
Publicado em 06/11/2007