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Sinpro/SP: maus patrões contaminam ensino superior privado
As irregularidades trabalhistas praticadas contra os professores em algumas universidades particulares nos últimos meses mostram a existência de um grupo de empresários mal-intencionados na gestão da educação superior.
Trata-se de um problema que vai ganhando as proporções de um verdadeiro escândalo muito semelhante a esses outros que a imprensa tem destacado ultimamente. O que é diferente, no caso do ensino superior, é o fato de que esse “bunker” esconde suas práticas sob a falsa imagem de que prestam um serviço de relevância social. Na verdade, trata-se de um jogo de puro marketing que tenta ocultar a ganância de lucro fácil. A rigor, não há nem um outro setor de atividade no Brasil que desfrute de privilégios (legais e fiscais) semelhantes aos que têm os empresários do ensino. A contrapartida que oferecem à sociedade, no entanto, está aí para quem quiser ver: o ensino de baixíssima qualidade que é oferecido pelas fábricas de diplomas em que essas instituições de transformaram, fato agravado pelo contínuo desrespeito aos direitos trabalhistas.
O SINPRO-SP, sempre que recebe denúncias contra essas “escolas”, tem adotado uma prática agressiva: além da mobilização dos professores atingidos, aciona a Justiça, individual ou coletivamente, para inibir os abusos praticados contra nossa categoria. No entanto, talvez tenha chegado o momento de levar essas ações de resistência a um patamar mais alto, com a ampla denúncia pública dessas instituições, inclusive junto aos organismos federais que regulam o ensino superior.
O sucesso de uma campanha dessa natureza, contudo, cobra dos professores uma atitude ainda mais enérgica: é preciso que a indignação contra as práticas abusivas tome agora a dimensão coletiva que todas as demais categorias profissionais usam como instrumento de luta. É o desafio que os professores do ensino superior têm à sua frente.
Diretoria do Sinpro/SP
Fonte: Sinpro/SP
Publicado em 25/07/2008 |
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