Sinsesp quer equilíbrio na grade curricular do ensino médio

A partir da nova realidade da Lei 11.684 de 2 de junho de 2008, que obrigou o ensino de Sociologia e Filososfia nas três séries do ensino médio, abriu-se um intenso debate sobre a nova grade curricular em todas as 25 mil escolas públicas e privadas em todo o país. O Sinsesp (Sindicato dos Sociólogos de São Paulo), atuante nesta luta desde a sua fundação em 1982 e mais particularmente desde 1997, propõs à Secretaria de Educação do estados uma proposta de garde curricular que sugere ser extendida aos demais estados.

A proposta (detalhada no quadro ao final da matéria), "leva em conta um perfeito equilíbrio (33,33%) em cada uma das três áreas de conhecimento previstas na LDB", afirma o sindicato. Segundo o quadro, todas as 12 disciplinas que devem compor a grade nacional teriam pelo menos duas aulas semanais nas três séries. Às exceções ficam para História e Geografia, com três aulas e Português e Matemática, com quatro aulas cada.

"Nada mais justo do que uma proposta que priveligie o equilíbrio", argumenta o Boletim do Sinsesp. "Estamos abertos ao debate, para ouvir novas propostas. O nosso desafio agora é fazer valer a Lei 11.684/08, seguido da garanti de que podem lecionar apenas os portadores de título de licenciatura em Ciências Sociais. Depois queremos discutir e propor um currículo mínimo de base nacional. Sabemos que o caminho ainda é árduo, mas estamos dispostos a trilhá-lo. Vamos exigir concursos públicos imediatamente de todas as secretarias estaduais de ensino", finaliza o Boletim.

- Veja abaixo o quadro proposto pelo Sinsesp:



Fonte: Boletim do Sinsesp nº 37 – 31 de agosto de 2008
Publicado em 03/09/2008